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A Palavra do Frei Petrônio

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sábado, 1 de abril de 2017

AO VIVO: 1º DE ABRIL: Frei Petrônio.

A missa terminou. Então, depois de cinco séculos declina a figura do padre.

"O declínio quantitativo das ordenações desenha, há dois séculos, uma curva descendente diante da qual se fecham os olhos, especialmente aqueles que estão sob uma mitra episcopal". O comentário é de Alberto Melloni, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, em Bolonha, em artigo publicado por La Repubblica, 22-03-2017. A tradução é de Ramiro Mincato.

Eis o artigo.
Alguns grandes ciclos históricos terminaram com eventos estrondosos. Outros, ao contrário, encerraram-se quase despercebidamente, embora não menos importantes do que aqueles aos quais a ereção de um monumento ou uma linha de texto num manual escolar concedem eterna glória. No silêncio exauriu-se um grande ciclo: a do padre. Esta formidável invenção do século XVI, que moldou a cultura e a política, a psicologia e a vida interior, a arte e a teologia do Ocidente e das suas antigas colônias não desapareceu (são cerca de 420 mil padres no mundo), mas, há mais de três séculos, está em crise: na Itália, em noventa anos passamos de 15 mil para cerca de 2.700 seminaristas.
Claro que fatores extrínsecos têm algum peso: amanhã a desgraça da pedofilia que a lente da mídia faz parecer um crime específico dos padres; ontem, a preguiça das autoridades em discutir o celibato eclesiástico; hoje, a simonia soft que remunera presenteando dioceses - prêmios dados para quem "fabrica" padres numerosos ou vistosos. Conta ainda nesta fase histórica a reverberação sobre o clero da queda das qualidades intelectuais das classes dirigentes às quais pertencem tanto aqueles que escolhem o sacerdócio como aqueles que o conferem. A questão se encrava ainda mais profundamente na história.
O padre que conhecemos tem data precisa de nascimento: o Concílio de Trento, concluído em 1563. E o enorme esforço com o qual tentou marcar uma cesura (contestada pelos protestantes que, em vez, acusavam a Igreja Católica de continuidade com o abuso) da reforma de Lutero. Tarde, mas com coragem, o Concílio tentou inventar remédios desconhecidos: impôs, por exemplo, aos bispos a residência na diocese, impedindo-os de assídua frequência à corte papal. E inventou o padre: este, caçoado pela literatura e pelo cinema, o homem feito sábio somente pelos insucessos, santificado pelo peso institucional daquilo ao qual se doa.
O padre que não tem filhos para criar, o padre formado com curso padrão, e muito longo, o padre líder que leva os proletários a tornarem-se classe dirigente, o padre que interpreta o "suprema lex salus animarum", que é a misericórdia. Este "padre tridentino" parece atravessar o ponto de viragem da modernidade sem danos: ao contrário, o nascimento das novas ordens e das sociedades do clero do século XIX, o zelo em construir seminários grandes como fábricas, parecem garantir que sua função permaneça intacta dentro da mesma couraça institucional e teológica.
Mas, isso não é verdade: a igreja que se encastela na defesa do seu próprio espaço cria um funcionário cujo perfil interior desgasta-se pelo controle social. O escrutínio da consciência de uma humanidade da qual não tem nenhuma experiência enfraquece sua compaixão. Sua antiga ciência, em comparação à transmissão de conhecimentos cada vez mais sofisticados, o faz um sub-educado. O zelo eclesiástico em condenar tudo a que se pode colar o sufixo "ismo", empobrece suas leituras e torna-o estranho aos “seus”, que se tornam, de repente, "distantes". A perda do papel e a negligência afetiva o expõe ao pior: da insípida exaltação do celibato que aprisiona a sexualidade em busca de sublimação até atrair ao presbiterato pessoas não resolvidas, ou mesmo doentes. Sua qualificação torna-se o nome de um vício nunca combatido suficientemente: o clericalismo.
E na recente história da Europa a profissão de padre é contratada, tais como tarefas marginais, aos clérigos de importação, eleitos cuidadores de comunidades abandonadas. Mesmo a discussão sobre as mulheres-padre (esquecendo-se que o "sacerdócio" recebido no batismo as mulheres já o têm, o que não é pouca coisa) mistura-se perigosamente a lógica toda machista que concede ao outro gênero as tarefas tornadas obsoletas. O declínio quantitativo das ordenações desenha, há dois séculos, uma curva descendente diante da qual se fecham os olhos, especialmente aqueles que estão sob uma mitra episcopal. Não seria, de fato, preciso e até mesmo urgente repensar o padre partindo exatamente da eucaristia e da comunidade, e não de detalhes de vida ou de gênero. Mas disso, no entanto, parece impossível falar, mesmo no último meio século.
Não falou o Vaticano II que se limitou em tentar remover do padre aquele tom semimonástico que tinha. Não o papado, que simplesmente confecciona uma poética do padre. Não falam os bispos que empacotam as comunidades naquilo que na Itália se chamam de "unidades pastorais", e condenam os padres a tornarem-se funcionários esbaforidos, esmagados por uma poligamia comunitária onde ninguém os ama, e eles são incapazes de amar, com risco de tornarem-se santos ou náufragos nas rochas eróticas nem sempre cândidas.
Isso é tão grave que nem mesmo o Papa Francisco fala. O próximo Sínodo, na verdade, tem um tema genérico-geral como o do "jovem": como se até mesmo o infatigável Papa reformador quisesse uma pausa às polêmicas. E se a "próxima encíclica, como se diz, será sobre a religiosidade "popular", terá também esta o mesmo limite.

Por outro lado, a decisão mais importante do pontificado, contida na Evangelii Gaudium, ainda não foi recebida pelos bispos: que as conferências episcopais têm "autêntica autoridade doutrinal". Então, tocaria aos bispos, nas Conferências Episcopais, levantar o tema sobre o qual se joga a vida de suas igrejas: mas a "indolência prevalece, encorajada pela esperança de que amanhã a reforma terá a mesma coragem daquela que "inventou o padre". Figura que, enquanto evapora, acende as memórias e as lamentações de crentes, ex-crentes e não-crentes. Fonte: www.ihu.unisinos.br

Igrejas vazias e poucos sacerdotes. É a crise do modelo religioso italiano

"Pequenas paróquias, padres em idade avançada, quase nenhuma ordenação de novos sacerdotes. Decide-se pela fusão de paróquias com um único pároco e alguns sacerdotes colaboradores. Mas não é possível apagar por decreto mais de mil anos de história de tantas realidades e identidades paroquiais", foi o desabafo de Don Achille Lumetti, pároco de Madonna di Sotto, perto de Módena, alguns anos atrás. Estava indignado com as “integrações”, com as novas unidades pastorais que os bispos em quase todo lugar estão criando para garantir uma presença cristã nos pequenos vilarejos com mil (ou menos) habitantes, que pontilham a Itália de norte a sul. Que esta não passe de uma tentativa de estancar uma enchente com barragens de papel, só o tempo dirá. A reportagem é de Matteo Matzuzzi, publicada por Il Foglio, 28-03-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.
Por enquanto a vida segue, entre os projetos (muitos) e esperanças de que com o passar dos anos alguma coisa mude, que talvez a secularização se reverta e, quem sabe, as arcas de salvação da chamada Opção Bento, construídas no aguardo que a maré da secularização passe (conforme o ensaio The Benedict Option, de Rod Dreher que está sendo lançado nos Estados Unidos), possam retornar aos portos e iniciar a ‘re-evangelização’ do ocidente. Também porque a "secularização não é irreversível", explica para o Foglio o Professor Massimo Borghesi, docente de Filosofia Moral na Universidade de Perugia. "Todo o período que vai de 1989 a 2001 foi marcado pelo triunfo da secularização que, aliás, já havia se afirmado nos anos 1970. O Ocidente considerava como um dogma a irreversibilidade desse fenômeno e, ao mesmo tempo, a restrição de cristianização a setores extremamente específicos".
Então, tudo mudou: "Com o 11 setembro de 2001, este regime entrou em crise. A religião voltou à tona, tanto em sua versão positiva como no seu aspecto mais aberrante, como o terrorismo religioso. Estamos testemunhando desde então o retorno do momento religioso como um qualificante da modernidade". Em suma, "a dimensão religiosa não estava morta: estava simplesmente adormecida".
Nas vinte e sete mil paróquias italianas, constatar esse renascimento é, muitas vezes, uma tarefa árdua. Saindo do centro para as periferias (também geográficas), sobre as quais tanto fala o Papa, notam-se os sinais de mudança, que é, acima de tudo, cultural: à missa dos domingos, o número de pessoas presentes é cada vez menor, embora seja conveniente certa cautela antes de generalizar algumas impressões. "Se realmente aconteceu, o grande retrocesso foi nos anos 1970, não tem nada a ver com o Papa Francisco", observa o sociólogo Massimo Introvigne, diretor do CESNUR (Centro de Estudos sobre as Novas Religiões).
"Estritamente falando, não sabemos se realmente diminuiu o número de pessoas, porque só temos dados gerados pelo CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing, ou seja, entrevistas por telefone) que remontam a poucos anos atrás".
“Ao lado de dados não confiáveis quanto à diminuição dos fiéis - pessoalmente acredito que os fiéis foram realmente mais numerosos nas décadas de 1950 e 1960, mas precisamos ter humildade metodológica para dizer que isso não passa de mera especulação, enquanto também não acho que eles fossem definitivamente muito mais numerosos dez anos atrás e, provavelmente, nem mesmo nas décadas de 1970 e 1980 – existe uma informação absolutamente certa, ou seja, a diminuição das vocações" continua Introvigne.
Levantamentos estatísticos, portanto, que devem ser analisados com cautela. Também porque "a questão de quantos realmente frequentam à igreja no domingo é, de longe, a mais controversa no âmbito da pesquisa sociológica mundial. A metodologia CATI - explica Introvigne - entrou em crise porque desapareceram as listas telefônicas, poucos ainda têm telefone fixo e com os celulares tudo ficou mais difícil. Mas, acima de tudo, entrou em crise porque alguns estudiosos norte-americanos instilaram o germe de dúvida sobre o chamado over reporting, ou seja, sobre o fato que muitos dos que dizem frequentar a missa (ou ao culto protestante), na verdade, não o fazem. Percebeu-se assim que as CATI mensuram aqueles que dizem que vão à missa e não aqueles que vão à missa: e estas são coisas muito diferentes. O mesmo vale para os levantamentos do Istat (Instituto Nacional de Estatística italiano), que chegam a detectar fantásticos trinta e três por cento antes e trinta por cento hoje, dados que nenhum sociólogo italiano considera reais”. Para investigar a crise da paróquia italiana é preciso entender como ela se desenvolveu ao longo do tempo. "Assim como hoje a conhecemos, é o produto de uma estratégia pastoral de concepção sofisticada e de realização relativamente recente, como parte do processo de modernização religiosa que tem seu principal protagonista em Pio XI", já dizia há catorze anos o professor Luca Diotallevi, também sociólogo e professor da Universidade Roma Tre, em um seminário sobre o projeto cultural da CEI (Conferência Episcopal Italiana).
"A paróquia proposta por esta estratégia é concebida como parte integrante de outras iniciativas pastorais especializadas. Essa integração - continuava - prevê um papel importante para as instituições pastorais por área e um papel importante, mas não autônomo, para as outras iniciativas. Daí a imagem 'uma primeira perna e muitas segundas pernas' (Cf. Diotallevi, primeira perna: a estrutura institucional eclesiástica e segunda perna: os novos grupos e movimentos em busca de novas religiosidades). A paróquia italiana do século XX é tanto instituição do tipo "primeira perna", quanto articulação institucional e organizada da integração existente entre a "primeira perna' e as 'segundas pernas'".
Modelo que entrou em crise, com a paróquia que "por um lado, já não tem mais a capacidade de fomentar e administrar a religião dos grandes números, e pelo outro lado, não é capaz de satisfazer a demanda de identidade de que precisam as formas religiosas dos pequenos números". E isso "ficou claro desde o início dos anos 1970" explicava Diotallevi, que nisso concorda com Introvigne. A demanda, neste ponto, em virtude do contexto tão profundamente mudado é saber se é preferível a situação de hoje, com poucos fiéis, mas bons, ou seja, convictos do que é celebrado durante a missa - "o modelo ‘poucos, mas bons’, no entanto, nunca foi opção da igreja, católica e por sua natureza expansionista", conta Introvigne, que tem grandes ressalvas também quanto à Opção Bento e a teoria das "minorias criativas" oriunda de Ratzinger, a seu ver válida para algumas áreas da Europa Ocidental, mas que não pode tornar-se um programa para toda a igreja - ou se era preferível a situação anterior: igrejas lotadas, mas escassa sensibilidade pelo Mistério.
“Potencialmente era melhor então, no sentido de que antes da famosa revolução antropológica pasoliniana existia um povo cristão", explica Borghesi. "Nos anos 1950, ainda havia um ethos e uma sensibilidade permeados pela fé, mesmo quando esta não era explicitamente professada. A sensibilidade moral era definida e havia uma grande participação popular nos ritos da tradição cristã". O "verdadeiro problema", acrescenta ele, "é que a igreja não se mostrou à altura daquela participação. Frente a uma sociedade que estava mudando no nível social e na mentalidade, com a introdução da televisão e do modelo americano, a igreja limitou-se a uma mensagem de tipo moral e – eu acrescentaria - a uma moral de tipo moralista. Omitindo-se de uma proposta cristã que chegasse ao coração das pessoas e, acima de tudo, pudesse se transformar na proposta de vida capaz de acompanhar os laicos no seu dia-a-dia, não apenas nas manhãs de domingo".
Em suma, este foi o limite: "Perdeu-se uma tradição popular e não se estive à altura do momento histórico. Daí a mensagem do Papa Francisco, tão mal compreendida, relativa às prioridades da anunciação sobre a doutrina moral". Existe ainda outro detalhe, falta demonstrar que cinquenta anos atrás as Igrejas estavam mesmo lotadas. O famoso sociólogo Rodney Stark, por exemplo, rejeita totalmente esta alegação. Da mesma forma que manifesta grande perplexidade quanto à chamada Idade Média cristã europeia, com catedrais apinhadas de fiéis e multidões em oração e adoração. Stark dividiu a área do piso das igrejas medievais e o suposto número de missas pela capacidade média dos recintos. O resultado é que a afluência ficava entre um quarto e um terço. Praticamente igual aos números atuais.
Precisa ser feita uma distinção, argumenta Introvigne: "O copo está meio vazio, se olharmos para a Polônia, onde a conferência episcopal local, desde os tempos do comunismo, faz um inventário de todas as missas, os hospitais, os movimentos e os santuários, enviando em todos os lugares voluntários com máquinas calculadoras. E também realiza uma série de entrevistas por telefone na mesma área. Os dados na Polônia documentam que sessenta por cento das pessoas dizem que vão para a missa, mas, na realidade, esse número não passa de quarenta por cento. São dados altíssimos". Mas o copo também pode ser meio cheio. Basta se deslocar alguns milhares de quilômetros para oeste: "Na França, as poucas contagens efetuadas nos portões das igrejas apontam para cinco por cento de fiéis dominicais, e quinze por cento na Espanha. A Itália, portanto, manteve-se melhor que os outros grandes países do Mediterrâneo".
E assim, os planos para a reestruturação do sistema paroquial italiano avançam um pouco em toda parte. Em 2003, a CEI dedicou ao tema uma assembléia geral, e depois novamente (em janeiro do ano seguinte) no Conselho Permanente. A crise já estava evidente e esforços para repropor a centralidade desse modelo encontraram obstáculos só superáveis a expensas de grande esforço e desgastes de energia. Já na época Diotallevi dizia que "a escolha dos bispos italianos de focar na paróquia, no padre diocesano e na Ação Católica pode ter chegado tarde". Talvez "não demasiado tarde", mas, certamente, o quadro já mostrava um evidente desgaste. "Deslegitimar a paróquia é equivalente a deslegitimar a mais difundida - se não a única - instituição religiosa na Itália, que está sob a forma 'de igreja'", acrescentava.
Passada pouco mais que uma década, o discurso está superado; não se trata mais de reavivar a paróquia, mas de convencer os fiéis que, "da mesma forma que não frequentam mais o armazém do bairro, preferindo o hipermercado a quilômetros de distância, assim não podem mais ter um padre ao lado de suas casas", diz o sociólogo Franco Garelli, autor do recente Educazione (Ed. il Mulino), e do anterior Piccoli atei crescono. Davvero una generazione senza Dio? (‘Pequenos ateus crescem. Realmente uma geração sem Deus?’, em trad. livre, de 2016). Tomemos o caso da diocese de Turim, com dados bastante recentes: para 355 paróquias espalhadas em 158 municípios, os sacerdotes são 260. Mais ainda, 46 assumem atribuições duplas, 14 triplas e 3 quádruplas. Em 2014 - mas a situação não mudou muito desde então - faltavam 95 párocos para atender completamente a necessidade.
Natural, portanto, que a situação seja enfrentada como em Údine, herdeira do Patriarcado de Aquileia, vasta diocese (da fronteira com a Áustria até o mar Adriático), onde há alguns meses o arcebispo publicou as diretrizes para a instituição das Colaborações pastorais. "As paróquias - explica no longo documento - até poucos anos atrás conseguiam realizar a missão de ‘tornar a igreja visível como um sinal efetivo da anunciação do Evangelho para a vida do homem no seu cotidiano e dos frutos da comunhão que germinam para a sociedade'. Conseguiam porque tinham os recursos para oferecer às pessoas, dentro de sua área de atuação, as ‘ações' pastorais que o bispo tinha como dever assegurar a toda a diocese. Graças a esses recursos, cada um podia encontrar em sua própria paróquia a ajuda necessária para receber a fé e o batismo, para amadurecer na vida cristã, para testemunhá-la no mundo e caminhar na santidade".
Agora tudo mudou: "Muitas paróquias, nos últimos tempos, não têm mais pessoas e recursos para implementar, efetivamente, todas essas ‘ações’ em favor de seus próprios cristãos. Devemos constatar, portanto, que elas não estão mais em condições de desempenhar de maneira suficientemente eficaz a sua missão. Isto é devido a vários fatores; entre estes, podemos citar: a redução demográfica de muitas comunidades devido a uma distribuição diferente da população na área, a mobilidade das pessoas que altera seu relacionamento com o pertencimento territorial e a diminuição do número de sacerdotes".
A consequência é que serão aplicadas as disposições da Nota Pastoral da CEI. O aspecto missionário das paróquias, ou seja, prosseguir com a integração de várias entidades paroquiais: "As paróquias não podem agir sozinhas, é preciso uma pastoral integrada, em que, na unidade da diocese, abandonando qualquer pretensão de autossuficiência, as paróquias se interliguem umas às outras, com diferentes formas, dependendo da situação". Na prática, consta no texto, a Colaboração pastoral "é confiada a um pároco que tem a responsabilidade pastoral de todas as comunidades que compõem a Colaboração pastoral e, para isso, é nomeado pároco em cada uma delas". Isso significa que um único sacerdote será pároco de até quatorze paróquias diferentes. Com consequências inevitáveis, como, por exemplo, o rodízio das missas dominicais entre as várias localidades.
"O problema é a atual organização das paróquias, ou seja, o fato de que a igreja não tem feito grandes intervenções do um ponto de vista organizacional", observa Franco Garelli. Acrescenta ainda: "Existem muitas pequenas paróquias em áreas que perderam cotas populacionais; são comunidades acostumadas a ter um serviço perto de casa. Este é um problema relevante, existe uma forte mudança na sociedade. É o que poderia ser chamado de "uma secularização suave", não traumática. O verdadeiro problema não é tanto o percentual daqueles que frequentam a missa aos domingos, que inclusive é ainda alto quando comparado com os baixos números apresentados por outros fenômenos de agregação, mas a distribuição desigual das paróquias. Por isso, torna-se complexo atualizar o modelo de paróquia para estas condições drasticamente alteradas em relação ao passado".
Acima de tudo, é cada vez mais difícil garantir que a "esperança colocada por escrito pela Conferência Episcopal Italiana em 2003, que é - nas palavras do padre dehoniano Mauro Pizzighini - que as paróquias continuam "a assegurar a dimensão popular da igreja, tecendo relações diretas com todos os habitantes da região e manifestando uma profunda preocupação com os mais fracos e pobres", possa continuar a ser realizada. O dado numericamente certo, mesmo na Itália, aponta para uma redução no número de vocações. Números que explicam, em parte, a necessidade de lidar com colaborações, integrações, parcerias e incorporações.
"A culpa não é do celibato, porque mesmo as grandes congregações protestantes mostram dificuldade em recrutar pastores", fala Introvigne, acrescentando que "assim como o declínio da prática religiosa na década de 1970 não foi decorrente do Vaticano II, porque ocorreram fenômenos semelhantes entre os protestantes históricos e os judeus". Como corrigir isso? São necessárias atitudes concretas: "Há muitas razões complexas para explicar a diminuição das vocações, entre as quais o declínio demográfico", observa o diretor do CESNUR, "mas é claro que o problema não será resolvido em breve. Eu não sou fã das unidades paroquiais, mas quem não gosta delas precisa propor outras soluções. A vida religiosa nas paróquias italianas – opinião compartilhada pelo próprio Papa - às vezes é mais desgastada do que nas igrejas dirigidas por religiosos ou movimentos. Por outro lado, nos Estados Unidos fala-se em renascimento da paróquia. Em suma, depende de quem é o pároco".
Um grande problema, manifesta Garelli, a tal ponto que "agora é necessário rever o papel do sacerdote dentro da nova situação. É preciso dar amplo espaço para os laicos e existem as condições para uma mudança radical positiva. Algumas tentativas já estão sendo postas em prática, mas há a necessidade de orientações claras, inclusive no nível da formação do clero". Borghesi reporta-se ao Papa: "Francisco nos disse para ter cuidado, advertindo-nos que estávamos errados na educação dos laicos, porque pretendíamos que os laicos comprometidos fossem apenas aqueles pertencentes ao conselho pastoral E assim formamos uma elite secular que é absolutamente clerical. Este é o resultado de se utilizar laicos segundo uma lógica clerical. Ao contrário, devemos seguir por uma lógica que apoie os laicos a viver sua fé na normalidade da vida cotidiana".
Quanto às paróquias, é verdade que existe uma distribuição desigual, embora seja primariamente qualitativa: "Algumas desempenham um papel relevante em vários campos. Em outras, entretanto, respira-se uma atmosfera obsoleta, caduca. Um clima, justamente, clerical". Claro, há o risco de que o desgaste do tecido cultural italiano - feito principalmente de pequenos vilarejos que durante décadas tiveram no pároco a principal figura de referência – continue de forma irrefreável.
O caminho batismo-catequese diária-vida paroquial em suas múltiplas formas que as gerações nascidas até os anos 1960 vivenciaram, com o tempo marcado pelos momentos religiosos da comunidade, pertence ao passado. "Estamos caminhando para um empobrecimento das relações sociais, com uma presença menor no território de pontos de referência que permitem o agrupamento coletivo", diz Franco Garelli. "É um problema real. O clero tem dificuldade em continuar a praticar um modelo que implica em pesadas incumbências e carga de trabalho estafante. "A solução, no entanto, não necessariamente passa pela chamada "importação de padres" do hemisfério sul. "Eu sempre olhei com perplexidade este fenômeno. África e América Latina não são Europa. Paradoxalmente, corre-se o risco de favorecer o ocidente, cada vez mais secularizado, removendo energias e forças de contextos onde a situação, ao contrário, é a oposta". Mas a situação não está perdida ou, pelo menos, não inteiramente.
O professor Borghesi está convencido de que a chave para reverter o curso pode, de alguma forma, ser representada por Francisco. Não se trata das dissertações sobre a contabilização de multidões arrebatadas em oração, mas do "carisma deste Pontífice, que vem da experiência do cristianismo popular latino-americano e que indica a possibilidade de um novo encontro entre fé e realidade popular. Ele faz isso, concentrando-se nas pessoas simples, com uma mensagem do Evangelho que vai direto ao coração tanto dos que estão próximos, como dos distantes. Pessoas que, em muitos casos, voltam a frequentar a missa".
Mérito de Bergoglio? "Eu não digo que depende apenas do Papa, é claro. Mas algo foi posto em movimento. Realmente, depende muito do pároco: as pessoas voltam para a missa no domingo, quando encontram párocos que têm humanidade e coração". Muitas vezes, as realidades paroquiais "mais vivas" são aquelas guiadas pelos movimentos, mesmo que, comenta Borghesi, "não é justo pensar que as paróquias coordenadas por movimentos sejam as únicas vivas ou destinadas a sobreviver. É preciso, é claro, que o pároco também esteja aberto a essas experiências, especialmente (e principalmente) por seu próprio interesse. Mais uma vez, é preciso sair de dentro de si mesmo e questionar-se sobre as necessidades do ambiente que vive à nossa volta".
Mais severo foi o julgamento de Diotallevi, que há tempo denunciava uma "competição" entre os movimentos que inevitavelmente reverberava sobre a "estrutura territorial da igreja", tanto que a "sua autonomia pastoral dos bispos e dos párocos – não "amigos"- é bastante elevada". O sociólogo de Roma teria sugerido olhar com atenção a realidade da Opus Dei. Não é por acaso que esta dialética, às vezes positiva e frutífera, outras problemática, foi tratada em profusão durante o Sínodo dos Bispos sobre a Europa, dezoito anos atrás.
A questão da relação entre a paróquia e os movimentos foi abordada, naquela ocasião, pelo cardeal Carlo Maria Martini, em um dos seus três famosos "sonhos" sobre o futuro da igreja: o então arcebispo de Milão pedia um maior envolvimento dos movimentos seculares e das novas comunidades na pastoral paroquial, a fim de circunscrever (para muitos, limitar) a sua ação. Desde então, o debate continuou, de forma cada vez mais desanimada. Enquanto isso, no aguardo que a nova evangelização siga seu curso, apenas resta assistir ao fim de uma época marcada pelo repicar dos campanários. Entender, então, que o "Angelus” do pintor Jean-François Millet, retrata um tempo que já passou. Fonte: www.ihu.unisinos.br


Assim quero morrer: Evangelho do 5º Domingo da Quaresma.

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho segundo João 11-1-45 que corresponde ao Quinto Domingo de Quaresma, ciclo A do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. 

Eis o texto
Jesus nunca escondeu seu carinho pelos três irmãos que vivem em Betânia. Seguramente são os que o acolhem na sua casa sempre que sobe a Jerusalém. Um dia, Jesus recebe um recado: «O nosso irmão Lázaro, o teu amigo, está doente». Ao fim de pouco tempo Jesus encaminha-se para a pequena aldeia.
Quando se apresenta, Lázaro já morreu. Ao vê-lo chegar, Maria, a irmã mais jovem, põe-se a chorar. Ninguém a pode consolar. Ao ver chorar a sua amiga e também os judeus que a acompanham, Jesus não pode conter-se. Também Ele «se põe a chorar» junto deles. As pessoas comentam: “Como o queria!”.
Jesus não chora só pela morte de um amigo muito querido. Quebra-se sua alma ao sentir a impotência de todos ante a morte. Todos levamos no mais íntimo do nosso ser um desejo insaciável de viver. Por que temos de morrer? Por que a vida não é mais feliz, mais longa, mais segura, mais vida?
O homem de hoje, como em todas as épocas, leva cravada no seu coração a pergunta mais inquietante e mais difícil de responder: que vai ser de todos e cada um de nós? É inútil tratar de nos enganarmos. Que podemos fazer ante a morte? Revoltar-nos? Deprimir-nos?
Sem dúvida, a reação mais comum é esquecer e «seguir em frente». Mas, não está o ser humano chamado a viver a sua vida e a viver-se a si mesmo com lucidez e responsabilidade? Só próximo do nosso fim, havemos de nos acercar de forma inconsciente e irresponsável, sem tomar qualquer posição?
Ante o mistério último da morte, não é possível apelar a dogmas científicos nem religiosos. Não nos podemos guiar mais para além desta vida. Mais honrada parece a postura do escultor Eduardo Chillida, o qual, em certa ocasião, escutei-o dizer: «Da morte, a razão me diz que é definitiva. Da razão, a razão me diz que é limitada».
O cristão não sabe da outra vida mais que os outros. Também nós devemos aproximar-nos com humildade ao acontecimento obscuro da nossa morte. Mas fazemos com uma confiança radical na bondade do Mistério de Deus que vislumbramos em Jesus. Esse Jesus a quem, sem o termos visto, amamos e a quem, sem o ver ainda, damos a nossa confiança.

Esta confiança não pode ser entendida a partir de fora. Só pode ser vivida por quem respondeu, com fé simples, às palavras de Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Acreditas nisto?». Recentemente, Hans Küng, o teólogo católico mais crítico do século XX, próximo já do seu fim, disse que, para ele, morrer é «descansar no mistério da misericórdia de Deus». Assim eu quero morrer. Fonte: www.ihu.unisinos.br

Lázaro, vem para fora! 5º Domingo da Quaresma.

Um tal de Lázaro tinha caído de cama. Ele era natural de Betânia, o povoado de Maria e de sua irmã Marta.
Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com perfume, e que tinha enxugado os pés dele com os cabelos. Lázaro, que estava doente, era irmão dela. Então as irmãs mandaram a Jesus um recado que dizia: «Senhor, aquele a quem amas está doente.»
Ouvindo o recado, Jesus disse: «Essa doença não é para a morte, mas para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela.» Jesus amava Marta, a irmã dela e Lázaro. Quando ouviu que ele estava doente, ficou ainda dois dias no lugar onde estava. Só então disse aos discípulos: «Vamos outra vez à Judéia.» Os discípulos contestaram: «Mestre, agora há pouco os judeus queriam te apedrejar, e vais de novo para lá?»
Jesus respondeu: «Não são doze as horas do dia? Se alguém caminha de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas se alguém caminha de noite, tropeça, porque nele não há luz.» Disse isso e acrescentou: «O nosso amigo Lázaro adormeceu. Eu vou acordá-lo.»
Os discípulos disseram: «Senhor, se ele está dormindo, vai se salvar.» Jesus se referia à morte de Lázaro, mas os discípulos pensaram que ele estivesse falando de sono natural.
Então Jesus falou claramente para eles: «Lázaro está morto. E eu me alegro por não termos estado lá, para que vocês acreditem. Agora, vamos para a casa dele.» Então Tomé, chamado Gêmeo, disse aos companheiros: «Vamos nós também para morrermos com ele.»
Leitura completa do Evangelho de João 11, 1-45. (Correspondente ao 5º Domingo de Quaresma, ciclo A do Ano Litúrgico). O comentário é de Ana Maria Casarotti, Missionária de Cristo Ressuscitado

Lázaro, vem para fora!
Nos primeiros séculos do Cristianismo, o tempo de Quaresma era o tempo para preparar-se para o Batismo.
Antes de entrar no evangelho de hoje, nos perguntamos por que este evangelho é lido neste período de Quaresma.
Lembremos que no tempo atual também há várias pessoas que se preparam para receber o Sacramento do Batismo e serem membros da Igreja: discípulos e testemunhos do Amor incondicional do Pai e todas as pessoas que ainda não sabem da sua Presença no meio de nós.
Lembremos os textos do Evangelho de João que foram lidos nos domingos anteriores.
A narrativa da mulher de Samaria, que encontra Jesus no poço aonde ela ia periodicamente para tirar água. O diálogo que se inicia a partir do momento que Jesus pede-lhe de beber, leva a mulher ao reconhecimento da sua profunda sede interior. Assim Jesus fez jorrar nela uma fonte da água Viva que sacia suas necessidades e a transforma num manancial de vida em abundância.
No domingo último, meditamos sobre a história do cego de nascença que é curado por Jesus e recupera a vista. Passa das trevas à luz! Como discípulo de Jesus, converte-se em testemunho dele como Luz do mundo no meio de um ambiente que em vários momentos escolhe a obscuridade!
Hoje nos introduzimos no milagre da Vida que vence a morte. Lázaro, que, junto com suas duas irmãs, era amigo querido de Jesus, vai morrer. Nele se dará a manifestação do poder da Vida que triunfa diante da morte, da Palavra que realiza aquilo que pronuncia.
Penetramos assim na simbologia da água, da Luz e da Vida. Três signos fundamentais do Batismo.
A água onde somos submergidos e ressurgimos para a Vida de Deus. Renascimento da água e do Espírito Santo!
A luz que representa Cristo, como luz do mundo, e nos convida a caminhar a partir desse momento na luz. Como disse Paulo, deixar as trevas porque somos Filhos da Luz. A Vida que vence a morte: a vida de Cristo Ressuscitado!
Todos nós fomos iluminados no Batismo e convidados a ver a realidade como ele a vê. Jesus nos oferece a verdadeira luz da nossa vida, caminhar na luz, ter vida em abundância.
Dom inestimável do Batismo, que sejamos sempre portadores da Luz de Cristo, da sua vida! Nele cada um de nós se pode se ver refletido.
Neste domingo a narrativa do capítulo 11 do Evangelho de João apresenta-nos o vencimento da vida diante da morte. É um texto extenso mas carregado de sentido. Jesus realiza um milagre: seu amigo Lázaro, que estava doente, morre e Jesus oferece-lhe de novo a vida.
Um sinal da Vida que vence a morte, prenúncio da sua ressurreição. Como consequência deste fato, os judeus e os fariseus, que ao longo de todo o Evangelho desejam matar Jesus, decidem sua morte. É o último sinal de Jesus, prenúncio de sua morte. O episódio de Lázaro termina com a menção da Páscoa, de morte de Jesus no final do capítulo (11,55).
No início do texto lemos que: “Um tal de Lázaro tinha caído de cama. Ele era natural de Betânia, o povoado de Maria e de sua irmã Marta.” Mais adiante dirá que Jesus amava Marta, a irmã dela e Lázaro (11,5). Eles representam também a humanidade, cada um e cada uma de nós. O Amor de Deus é incondicional e cheio de misericórdia.
Ao longo do texto nos identificamos com cada um dos personagens que aparecem. Os discípulos tentam dissuadir Jesus do seu retorno à Judeia, porque “há pouco os judeus queriam te apedrejar, e vais de novo para lá?”.
Vemos as atitudes dos judeus que foram à casa de Maria e Marta para “as consolar por causa do seu irmão”. Lázaro tinha morrido. Vemos os diferentes procedimentos de Marta e Maria com Jesus. O Evangelho nos diz que “quando Marta ouviu que Jesus estava chegando, foi ao encontro dele. Maria, porém, ficou sentada em casa”.
Marta sai à procura de Jesus e o encontra no caminho. No diálogo estabelecido, Marta fez uma manifestação de sua fé em Jesus, que disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e acredita em mim, não morrerá para sempre.”
Marta acredita em Jesus e o reconhece como a Ressurreição e a vida! A confissão de fé de Marta corresponde à dos primeiros cristãos. Alguns biblistas reconhecem nela a comunidade joanina que se expressa.
“Dito isso - continua o relato evangélico -, Marta foi chamar sua irmã Maria.” Falou com ela em voz baixa: “O Mestre está aí, e está chamando você”. “Quando Maria ouviu isso, levantou-se depressa e foi ao encontro de Jesus.” Ela o encontra no mesmo lugar onde Marta o havia encontrado.”
Maria estava “sentada em casa”, como deve fazer uma mulher que está de luto. Agora ela responde ao chamado de Jesus e vai ao seu encontro junto com os judeus que estavam na sua casa e a procuravam consolar. "Quando Jesus viu que Maria e os judeus que iam com ela estavam chorando se conturba e fica comovido”. Quando acompanha o grupo até o túmulo, Jesus começa a chorar e suas lágrimas fazem reconhecer aos outros seu amor por Lázaro e nele por cada um de nós.
As atitudes de Jesus expressam de forma muito natural seu amor, seu desejo de vida, sua dor diante da morte. Ele sofre ao ver-nos na obscuridade, fechados em nós mesmos, num mundo sem vida, atados como Lázaro pelas trevas interiores, atitudes que só conduzem à morte!
Uma pedra fecha a entrada de nossos túmulos! Diante da morte que nos oprime e escraviza, Jesus reage. Num primeiro momento, pede que seja retirada a pedra do túmulo para logo “gritar bem forte: Lázaro, vem para fora!”.
Lázaro, sai da morte, sai dessa obscuridade sem sentido, que só vos escraviza, e conhece a luz da vida verdadeira!
Podemos perguntar-nos qual é a pedra que nos impede de sair, que é preciso tirar e assim sair da sepultura que aprisiona nossas energias e nos escraviza. Ressentimentos, agressividades acumuladas, inveja, ciúmes, e tantas outras coisas que só nos fecham em nós mesmos, transformando-nos como “mortos que caminham”. Cegos sem rumo, sem destino nem orientação, perdidos e entregues ao imediato?
Hoje Jesus dirige-se também a cada um de nós para chamar-nos à Vida, para tirar-nos da morte, desatar-nos das escravidões, e assim viver livres nele.

Preparando-nos para viver a Semana Santa junto com ele, somos convidados a sair do sepulcro e abraçar a Vida! Fonte: www.ihu.unisinos.br

quinta-feira, 30 de março de 2017

OLHAR RECORDAÇÃO: Aniversário de Eduardo. - Vídeo Dailymotion

OLHAR RECORDAÇÃO: Aniversário de Eduardo. - Vídeo Dailymotion: OLHAR RECORDAÇÃO: Vídeo de Aniversário de Eduardo Gonçalves de Miranda, (Sobrinho do Frei Petrônio de Miranda), no dia 27 de julho-2000 no Shopping Interlagos, São Paulo. Convento do Carmo da Lapa, Rio de Janeiro. 30 de março-2017. DIVULGAÇÃO: www.olharjornalistico.com.br

AO VIVO-BATE PAPO BÍBLCO: Com Frei Carlos Mesters e Frei Petrônio.