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A Palavra do Frei Petrônio

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sábado, 12 de agosto de 2017

19º- Domingo do Tempo Comum. (Mt 14, 22-33). “Coragem! Eu sou. Não tenham medo!”

Comentário de Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita e Jornalista, Rio de Janeiro.

 

ELIAS, PEDRO E TODOS NÓS: O MEDO DE CADA DIA.

-Na primeira leitura (1Rs 19, 9ª. 11-13), nos deparamos com o Profeta Elias (c. 850 a.C.), Pai e guia da Ordem do Carmo. No Monte Carmelo ele tinha invocado o fogo do céu -sobre os sacerdotes de Baal. Com medo da rainha Jezabel- adoradora de baal, foge até o Horeb, a mesma montanha no deserto do Sinai onde Deus tinha mostrado a sua força e majestade a Moisés e ao povo de Israel durante o êxodo do Egito. É lá, na calmaria que Javé se manifesta não no fogo, não no terremoto ou no furacão, mas na brisa suave.
-O Deus que se manifesta no Evangelho desse domingo em Jesus Cristo- a exemplo do encontro de Elias- não é um Deus grandioso, mas sereno (Mt 14, 22-33). Ele nos ajuda a superar os nossos medos diários e nos incentiva a caminhar frente as perseguições- A exemplo do Profeta Elias- ou dos medos nossos de cada dia- A exemplo de Pedro.
-Quando falamos em Deus, em nossa mente vem as megaproduções de filme de Hollywood mostrando o poder total de um Deus barulhento e poderoso. Na liturgia desse domingo a imagem desse Deus não existe. Ele é o Deus da brisa de Elias e o Deus da calmaria de Jesus. Temos a capacidade e encontra-lo?  


UM OLHAR DE MEDO PARA O BRASIL...

-A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil.

-Nós, cidadãos e cidadãs da cidade “maravilhosa”, convivemos com uma estatista assustadora. Nesse ano, apenas de janeiro a julho, 632 pessoas foram atingidas por balas perdidas, uma média de 3,4 casos por dia no estado. Dessas, pelo menos 67 morreram. Repito, 67 vítimas inocentes da violência bárbara em nossas ruas e comunidades carentes. NÓS TEMOS MEDO!
-Nove entre cada dez pessoas mortas pela polícia no Estado do Rio de Janeiro são negras e pardas.
-Mais de 900 Caminhoneiros foram vítimas de assalto em junho no estado do Rio de Janeiro. No estado, são 27 roubos desse tipo por dia. Repito, 27 roubos desse tipo por dia! A situação na cidade está insustentável!
-Até o dia de hoje, 95 Policiais foram assassinados. Vivemos uma crise na segurança pública, na saúde, na educação... Crise ética, política e social. NÓS TEMOS MEDO!
-Desde 2015 foram assassinadas 23 crianças por bala perdida em nossa cidade. NÓS TEMOS MEDO!

UM OLHAR DE MEDO PARA ALGUNS SETORES DA IGREJA
-Mesmo com olhar carinhoso, humano e solidário do Papa Francisco, nos deparamos com uma Igreja triunfalista, conservadora e descomprometida.
-Na última Greve Geral- Apesar do apoio declarado em vídeos e cartas nas mídias sociais de mais de 100 bispos e Arcebispos- o que vimos foi a grande maioria em silêncio diante do desmonte do país.
-Nos seminários e conventos-verdadeiras fábricas de padres- nos deparamos com jovens conservadores e ultraconservadores com estampas e mensagens em suas páginas nas mídias sociais de ornamentos da idade média. Francisco- o Papa dos pobres- perde para Bento XVI e, muitos padres jovens aderiram o rito antigo. Digo, a Missa de costa para o povo.
-Grito dos Excluídos, Movimentos Sociais? Sob hipótese alguma estão na agenda de tais sacerdotes consagrados para o anuncio da Boa Nova daquele que Morreu na Cruz para salvar os pobres e todo ser humano explorado na sua dignidade.  

UM OLHAR DE FÉ E ESPERANÇA.
-Na Igreja, apesar da barca em alta mar ameaçar afundar, nos alegramos com Evangelii Gaudium- Alegria do Evangelho- a primeira Exortação Apostólica pós-Sinodal escrita pelo Papa Francisco, nos motivando viver a alegria do anuncio e da vivência da fé e do compromisso assumido em nossa missão.
-Mesmo com o caos e a destruição da natureza no Brasil e no mundo, nos deparamos com um olhar de fé e esperança a partir da Carta Encíclica do Papa Francisco, Laudato Si- o cuidado da Casa Comum.
-Apesar dos profissionais da corrupção e de um governo que está destruindo os Movimentos Sociais, ainda encontramos homens e mulheres que, mesmo nas eternas noites escuras, continuam lutando por um novo dia com mais justiça social, ética e solidariedade.  
  
Comentário de Johan Konings, jesuíta.
- No seu zelo pelo único Senhor e sofrendo a perseguição da rainha Jezabel, adoradora das divindades pagãs, o profeta Elias (c. 850 a.C.) invocou o fogo do céu sobre os sacerdotes de Baal, no monte Carmelo. Mas Deus o fez experimentar que o zelo não é sempre vitorioso e que sua vocação não é a violência, mas o serviço paciente. Elias, perseguido, fica sem força e foge até o Horeb, a montanha no deserto do Sinai onde anteriormente Deus tinha mostrado a sua grandeza a Moisés e ao povo de Israel durante o êxodo do Egito. Elias quase que deseja provocar Deus a mostrar novamente sua força e a esmagar aqueles que passaram os seus profetas a fio de espada (cf. 1Rs 19,9-10). E aí Deus lhe fala, porém não nos elementos violentos. Deus o manda esperar no cume da montanha. Passa um vento violento, mas Deus não está no vento violento; há um terremoto, mas Deus não está no terremoto; flameja o fogo, mas Deus não está no fogo. Depois, ouve-se o murmúrio de uma brisa ligeira… Então, Elias cobre o rosto e escuta a voz de Deus.
- Deus é precedido pela tempestade, mas domina-a. É na calmaria que ele dirige a palavra a Elias. Jesus domina as ondas do lago e dissipa o pânico dos discípulos. Sua manifestação é um convite a ter fé nele.
- A Igreja como poderosa instituição está sendo atingida pelo desmantelamento da força política que durante muito tempo lhe serviu de sustentáculo: o Ocidente e suas extensões coloniais. “Morreu a cristandade”, o regime no qual Igreja e Sociedade se identificavam. Sociologicamente falando, a Igreja aparece sempre mais como o que era no início.
- As dificuldades que a Igreja enfrenta hoje devem nos fazer enxergar melhor a presença de Cristo em novos setores da Igreja, sobretudo na população empobrecida e excluída da sociedade do bem-estar globalizado. De repente, Jesus se manifesta como calmaria no ambiente tempestuoso das “periferias” do mundo, na simplicidade das comunidades nascidas da fé do povo.

Comentário do monge italiano Enzo Bianchi, fundador da Comunidade de Bose.
- De acordo com o quarto Evangelho, depois da multiplicação dos pães, aquelas pessoas à espera de um libertador político que faça reinar a justiça e enche todos os pobres de alimento, gostaria de proclamar Jesus como Rei Messias, e é por isso que Jesus se retira para o monte sozinho (cf. Jo 6, 14-15). 
- Eis, então, Jesus em solidão e em oração, na montanha, lugar não habitado, onde ele encontra silêncio e quietude, montanha que, para a Bíblia, é o lugar das grandes revelações de Deus.
Sabemos que Mateus apresenta a montanha como lugar da tentação de Jesus (cf. Mt 4, 8-19), da proclamação do discurso do Reino (cf. Mt 5-7), da transfiguração (Mt 17, 1-8), da missão entregue aos discípulos pelo Ressuscitado (cf. Mt 28, 16-20). Mas aqui é lugar de solidão e de oração.
- Jesus, na solidão, é um ícone que deveríamos ter mais presente, justamente porque, na sua humanidade plena e absoluta, assumida na encarnação, ele buscou na solidão a vontade do Pai. Na Solidão ele lutou na contra as tentações, vencendo Satanás, graças ao único sustento na Palavra de Deus, conservada, interpretada e rezada no coração. 
- Na solidão, Jesus se preparou para concordar com a lógica da cruz, com o perdão dos seus inimigos, com o amor aos seus discípulos até o fim (cf. Jo 13, 1). Ele viveu pelo menos 30 anos de solidão antes da sua missão pública. Portanto, a solidão não foi, para ele, lugar de ausência, mas sim de presença de Deus.
- Jesus se retirava- Na Solidão- à parte para rezar. Mas o que era a oração de Jesus? Acima de tudo, escuta de Deus, do Pai, do “Abba”(Mc 14, 36)
- Os Padres da Igreja sempre interpretaram assim essa barca longe da margem e jogada pelas ondas. Em todas as horas da história, a barca dos discípulos de Jesus se cruza com ventos contrários e tempestades: não pode ser de outra forma neste mundo, onde, contra os discípulos de Jesus, desencadeiam-se, muitas vezes, oposições, inimizades, perseguições.
- O caminho da Igreja, de cada comunidade cristã, de cada um de nós conhece e conhecerá contrariedade, horas de medo, sofrimentos e dificuldades. 

Comentário é de Ana Maria Casarotti, Missionária de Cristo Ressuscitado.
- Somente as pessoas que fazem essa travessia têm convicção suficiente para comunicar a outras a força e o ânimo indispensável para isso. Elas sabem das dificuldades que tiveram que atravessar. Os discípulos ajoelham-se diante de Jesus e adoram-no como o Senhor da sua vida.
- Unamo-nos a eles e a tantos desconhecidos que atravessam tormentas, tempestades, impulsionados pela procura de uma terra nova. Que a vida nas nossas comunidades seja um exemplo da coragem que nos conduz e fortalece sempre. Que saibamos comunicar a humildade de Pedro, que reconhece que afunda e por isso procura a mão estendida de Jesus para salvá-lo.
- Hoje há muitas situações de pessoas que escolhem navegar num mar desconhecido, à procura de uma terra diferente. Movidas pelo amor a sua família e pela coragem, sem nenhuma segurança, arriscam suas vidas à procura da terra, de alimento. Desafiam as tormentas que se apresentam numa pequena e quase insignificante barca. A exigência de sair de um mundo de contínua destruição, onde suas mulheres, meninos ou meninas podem ser capturados para ser vendidos como escravos sexuais ou de trabalho. 

Comentário de Adroaldo Palaoro, sacerdote jesuíta.
- As experiências obscuras, as tribulações, as tempestades... são inerentes à fé cristã; estão presentes em todas as pessoas. Mas isso deve nos permitir renovar constantemente uma confiança e uma união com o Senhor na realidade mais cotidiana.
- Chegamos à pós-modernidade com uma enorme carga de medo; somos atormentados o tempo todo pelo medo; um medo sem nome, um fantasma sem rosto, escuro como uma sombra e rápido como uma tempestade; medo cruel que afeta os corajosos e agride os ousados. Não existe depósito de munição mais potencialmente explosivo do que os estoques de medo guardados nas escuras profundezas do ser humano. Há um verdadeiro pânico permanente envolvendo grupos, pessoas e instituições.
- Seguir Jesus implica estar continuamente passando para a outra margem; passar para o outro diferente, não permanecer fechado em si mesmo. “Passar para o outro” como condição necessária para “passar para Deus”. Aquele que se instala, se perde, envolve-se na tormenta. É preciso buscar sempre novos espaços e novos horizontes. E toda travessia implica “correr riscos”.
- Percebemos que algumas pessoas fazem opção pelo porto seguro das falsas certezas e seguranças, mas outros preferem correr o risco do “mar agitado” e são capazes de construir o novo. As tempestades, o vento contrário, a escuridão da noite... “agitam a alma dentro de nós”.

Para meditar na oração. Para fazer a “travessia da vida” será necessário descobrir:
1- Quantos fantasmas há em sua vida que o paralisam, o impedem de avançar, o travam na hora de tomar decisões?
2- Quantos fantasmas o impedem crescer, assumir os desafios, ser criativo...
3- Numa dimensão mais ampla, quantos fantasmas há na igreja que não a deixam rejuvenescer-se, que a impedem viver um processo de contínua mudança, que a fazem suspeitar de tudo, que a fazem surda aos chamados de Deus no meio das tormentas da atualidade?







terça-feira, 8 de agosto de 2017

OLHAR VOCACIONAL: Frei Petrônio.

*REFLEXÕES TEOLÓGICAS SOBRE O PODER DE GOVERNAR NA ORDEM- Segundo o Concílio Ecumênico Vaticano II


Introdução

IMAGEM BÍBLICA - Fl 2,7-11

      O itinerário de Jesus rumo à Soberania, rumo à universal e suprema Autoridade recebida do Pai após ter aprendido a obedi-ência "pelo que padeceu" (Hb 5,8-9), é a proposta pedagógica e a iluminação sintética da Autoridade vista na sua relação a Deus (Teologia da Autoridade).
            Paulo, nesta passagem dos Filipenses, apresenta conjunta-mente a todos os cristãos um modelo vivo e real do caminho de crescimento do homem até à comunhão com Deus e com os irmãos (Fl 2,5).

Premissas

            1.- Não sou especialista em Eclesiologia nem sou professor. Procurei corresponder a uma emergência da Cúria Generalícia.
            2.- A própria palavra "Autoridade" suscita espontaneamente, quase sempre, uma reação de antipatia; espero, contudo, que das reflexões bíblicas de Carlos (Mesters) se nos tenha atenuado este sentimento, visto que nos apresentou um conceito de autoridade, que não é o que habitualmente temos em mente.
            3.- O toque no tema da autoridade situa-se na ótica de um triângulo ideal constituído pela Bíblia, pela Teologia e pelo Direito Canônico (O Direito também é Teologia). Estou consciente de que há em circulação muitas teologias sobre a Igreja: escolho por motivos práticos a que me parece mais vizinha da concepção oficial, sem emitir juízos críticos.

1- Contexto sociocultural e Autoridade
"A Autoridade como serviço e a obediência são valores que vão contra a cultura de hoje, segundo constatou o recente Capítulo Geral. A relação tradicional superior«súdito é posta diante do visor do julgamento pela mentalidade caraterística da nossa época, que se caracteriza pela forte acentuação que se põe sobre a liberdade da pessoa e no desejo de reencontrar no indivíduo as últimas raízes do seu agir, evitando qualquer formulismo. Por outra parte, cresceu no indivíduo a consciência da sua interdependência com relação aos outros seres humanos, não somente no pequeno mundo, onde estava acostumado a viver, mas também num mundo mais amplo, "globalizado"; no diálogo entre as culturas, as classes sociais, as nações, as economias. Todos estes valores exprimem algo genuinamente humano e naturalmente cristão (cf. Vida Fraterna = VF 49). A aspiração genuína do religioso de hoje, como a de qualquer homem, parece ser a de querer dar vida a uma autêntica comunidade, numa exigência por meio da qual o indivíduo possa realizar a sua identidade num relacionamento fraternal compartilhado e num crescimento em comum juntamente com os outros (Cf. Constituições 19, 21,24 e, especi-almente, 33). Porém, uma acentuação exasperada da liberdade de-sengajada de qualquer referência ao transcendente, ao menos no Ocidente, faz com que se respire uma cultura de um individualismo permissivo, do qual não podemos dizer que estejamos isentos (Cf. VF 4b).



2. O "Poder Sagrado" na Igreja, mistério de comunhão
A autoridade, como a própria Igreja, é um "mistério". Esta afirmação preliminar tem função metodológica. Ao iniciar qualquer tratado teológico as noções necessariamente humanas e extraídas da nossa experiência quotidiana exigem uma purificação antes de se aplicarem a uma realidade, que vem de Deus - pensemos, por exemplo, na noção de "persona" (pessoa) na Trindade. Deus é "persona", não porém como o é o homem. Com maior razão devemos preliminarmente recordar esta exigência, quando pensamos na Igreja sob o aspecto de autoridade, hierarquia, poder. Encon-tramo-nos, na verdade, diante de uma realidade, que nos parece muito conhecida, vizinha das nossas experiências humanas, "pron-tas a reentrar com facilidade em nossas categorias habituais, que neste caso são as do direito, são as mais rígidas". O conceito habitual de "Autoridade" não é lá muito aceito em nosso meio sem uma retificação preventiva.
            A Autoridade ou "o poder de dar uma ordem, de pretender que seja cumprida", na Igreja e, portanto, num Instituto Religioso, tem uma componente "mística", que está relacionada com o Mistério da Igreja e em última análise com o "Mistério do Deus-Trindade".
            2.1  O homem é a única criatura que Deus amou por si mesma (GS 24c), criando-a à sua imagem e semelhança, e destinando-a a uma comunhão consigo mesmo (GS 19). Deus pode pedir-lhe obediên-cia porque o criou, é o seu "Autor" (uma das etimologias propos-tas de "autoridade"). Então, já que "Deus é Amor" (1Jo 4,16), toda relação entre Deus e o homem se expressa em termos de amizade aceita ou rechaçada. Deus não se impõe ao homem com a sua infinita superioridade, mas lhe propõe um "pacto de amizade" ("se queres ser perfeito... realizar-te"), deixa-lhe a liberdade de aceitar e a responsabilidade pela própria decisão, porque onde "há imposição não há nem liberdade nem justiça".
            O amor de Deus nnão diminui com a infidelidade do homem, que é redimida pela Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Em Jesus Deus estabelece uma "Nova Aliança" com o "Povo de Deus" e, por conseguinte, com todo batizado, que faz parte deste Povo. Deus mantém uma relação pessoal de amor com todo batizado no compro-misso deste de realizar-se no amor. Contudo, por causa da seme-lhança do batizado com Deus-Amor, Deus não quer salvá-lo "individualmente e sem alguma ligação com os outros" (cf. LG 9).
            2.2 Jesus Cristo é a Nova Aliança: constituído por Deus "Chefe e Salvador (At 2,21.38;5,31;10,42; Fl 2,11), "comunicando o seu Espírito, constitui misticamente como seu Corpo os seus irmãos chamados do meio de todas as gentes" (LG 7); deste Corpo Ele é a Cabeça (Ib).
            Como a natureza humana de Jesus é a expressão visível da natureza divina do Verbo Encarnado, para ser constituída órgão vivo de salvação, assim a natureza social da Igreja é a expressão visível da sua natureza mistérica, para constituir-se órgão vivo de salvação para todos os homens.
            Cristo Jesus, Mediador único, constituiu a Igreja sobre a terra "como organismo visível através do qual difunde sobre todos os homens a verdade e a graça".
            A "comunidade visível e a espiritual", a Igreja "constituída de órgãos hierárquicos" e o Corpo Místico de Cristo constituem uma única realidade complexa (LG 7-8).
2.3  A Igreja, "sacramento da íntima união com Deus e da unidade do gênero humano" (LG 1), é na terra, por isso, "o germe e o início do Reino" (LG 5), quer dizer, "da plena e gratuita par-ticipação dos homens na inexaurível vida de amor e de liberdade, de alegria e de unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo". A Igreja é essencialmente mistério de comunhão, "Povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

            A igreja, pois, está ordenada para o bem de toda a humanidade e toda a humanidade está misteriosamente ordenada a fazer parte do Povo de Deus, Povo da Nova Aliança. A Igreja está instituída para tornar verdadeira, real, visível e concreta a santa "Koinonia" da SS. Trindade na realidade humana.
            Com esta finalidade a autoridade, que Jesus recebeu do Pai, por Ele foi dada à Igreja através dos 12 e "por sucessão apostó-lica" transmitida aos Bispos e ao Papa, sucessor de Pedro (Jo 20,21;21,15ss;Mt 16,19;17,18;28,19;Mc 16,15).
            A Igreja é totalmente possuída por este "mistério" divino (cf. Ef 1,3ss) de salvação em favor do gênero humano: por isso todas as instituições da sua organização têm a finalidade de favorecer o bem espiritual dos fiéis, como a sua comunhão de Caridade com o Deus-Trindade, para que possam cumprir a sua missão para o bem de toda a humanidade.
            A Autoridade (Sacro Poder), porque é proveniente de Deus por meio de Cristo, coloca-se entre estas instituições e estes meios. A sua natureza está estreitamente conexa com a sua identidade ontológica e o projeto divino, que a Igreja carrega consigo. A Autoridade é um dos carismas dados para a edificação da comunidade cristã (cf.1Cor 12,28) e para a realização externa e visível da 'comunhão".
            A Autoridade, portanto, assim como a Igreja, tem uma dimensão "mistérica" e outra visível: de um lado o dom de Deus, a sua paternidade-autoridade participada, "a graça ou carisma de gover-no", e de outro lado, a sua expressão visível, mutável nas suas funções e exercício e manifestando os sinais da fragilidade huma-na (cf. 2Cor 4,7). A autêntica natureza da Autoridade na Igreja não pode ser assimilada por quem se limitasse à sua missão social e à sua expressão visível, como também não assimilaria a natureza da Igreja quem se limitasse procurá-la na sua historicidade.
            A Igreja, "Povo que vive em comunhão" (Hamer), caminha na História junto com todo o gênero humano, entre as obscuridades e ciladas do "mysterium iniquitatis", mas como sinal profético e instrumento eficaz desta divina comunhão. O poder de governo, o mesmo que autoridade, que une fortemente o Corpo da Igreja e produz a adesão a ela, tem a razão de meio e não de fim; toda expressão de Autoridade na Igreja se traduz, fundamentalmente, em uma oferta de serviço, para resguardar um compromisso de fidelidade-amizade que a Igreja, no seu todo, em benefício de todos os homens, contraiu com Deus em Cristo Salvador e único Mediador.
            2.4  A Autoridade ou "sacra potestas" da Igreja é participação nas três principais funções (tria munera) exercidas por Jesus Cristo: profética (ensinar), sacerdotal (santificar), régia (go-vernar). Jesus Cristo faz a Igreja participante destas funções e comunica o poder que Lhe foi dado pelo Pai, enquanto é necessário para desenvolver e continuar a sua missão salvífica. A Autoridade não "substitui" a Cristo, que permanece sempre o único Senhor. Fundamentalmente é o próprio Cristo quem continua a governar a sua Igreja por meio dos dons do Espírito Santo; a Autoridade também é um daqueles "canais da graça", é "sacramento" de Cristo-Cabeça. À Autoridade foi conferido o seu mandato de reunir os filhos de Deus dispersos, de mantê-los na sua palavra, no amor mútuo entre todos.
            Numa Igreja "ministerial" este poder-serviço se difunde e é participado organicamente graças ao sacramento do Batismo: radicalmente cada cristão o possui ou dele, "por mandato" da Igreja, pode receber uma parte.


3. A Autoridade ou poder de governo de um Superior Religioso é "poder" de natureza eclesial.
3.1 A vida religiosa é um modo particular de participação da natureza sacramental do "Povo de Deus", por conseguinte, da sua função de "sinal e instrumento da íntima união com Deus e da uni-dade de todo o Gênero Humano" (Mutuæ Relationes, 10; LG 1,46).
            Dentro de todo Instituto de Vida Religiosa, e em conformidade com o "carisma" de cada um, a autoridade de superior religi-oso procede do Espírito do Senhor em união com a sagrada hierar-quia, que erigiu canonicamente o Instituto e autenticamente aprovou a sua missão específica" (MR 13).
            Devido à condição profética, sacerdotal e régia, comum a todo o Povo de Deus (cf.1Pd 2,9-10 e LG 9. 10. 34. 35. 36) é le-gítimo - prossegue Mutuæ Relationes - comparar por analogia a competência da autoridade religiosa - dos Superiores Maiores em primeiro lugar - com a tríplice função do ministério pastoral de ensinar, santificar e governar, enquanto lhe foi confiado também, como aos Pastores da Igreja, o dever de apascentar esta porção do Povo de Deus, que são os religiosos. Isto especialmente quanto aos Superiores Maiores, pois são Ordinários conforme o Direito Canônico (cân.134 §1).
            A tríplice função de Cristo explica o conteúdo e a finalidade da Autoridade do Prior Provincial e, naturalmente, do Prior Geral.
a. A função profética. Dela decorre a sua competência primária na Formação Espiritual quanto ao projeto evangélico da Ordem. O seu primeiro dever é de "animação espiritual, comunitária e apostólica" (MR 13a; VF 51a). Mas daqui nasce também um grave dever de vigilância sobre a doutrina. A missão do Superior Religioso é de natureza pastoral-espiritual (câns. 618 e 619).
            O zelo pela boa doutrina (1Tm 4,6; cf.cân.833.8) é serviço pastoral primário: o Superior deve por primeiro estar aberto ao ensinamento teológico do Magistério. Sentire cum Ecclesia, mas também com a sua Ordem (MR 33 e VC 46).
b. O ofício de santificar comporta "uma competência especial e uma responsabilidade de aperfeiçoar em tudo o que diz respeito ao progresso da vida de caridade", à fidelidade comunitária e pessoal na prática dos conselhos evangélicos segundo a Regra. É a responsabilidade da Formação dos religiosos, não somente da ini-cial, mas também da permanente ou contínua (MR 13b).
            A Autoridade na Vida Religiosa está "ao serviço do progresso espiritual de cada um em particular e da edificação da vida fraterna na Comunidade". É uma autoridade espiritual (VF49 e 51a; IL10), que deve favorecer e sustentar nos religiosos, antes de tudo, a total dedicação ao "serviço de Deus".
c. O ofício de governar traz consigo a exigência de competência e responsabilidade dos superiores de organizar os membros da Ordem, de fazer convergir as suas ações e dons para o projeto comum de vida espiritual e de missão, a serviço da Igreja pelo Reino. É um ofício de Unidade, de comunhão, mesmo no sentido da visibilidade e da real eficiência, seja embora a nível dos indivíduos, da comunidade, mas também da Província ou da Ordem, como um corpo orgânico (MR 13c), ainda que seja verdade que a eficiência no sentido religioso-espiritual não se mede segundo os mesmos parâmetros da eficiência pragmática de outras instituições sociais.
            O Superior se esforça para que "a casa religiosa não seja simplesmente um lugar de moradia, um aglomerado de sujeitos, onde cada um vive uma história individual, mas seja uma comunidade fraternal em Cristo", "na qual se busque e se ame a Deus acima de toda outra coisa" (VF 50a-b; cf.Instrumentum Laboris n.10).


4. A Autoridade no Carmelo
4.1 O grupo de eremitas, "moradores do Monte Carmelo junto à Fonte", apresenta-se logo sob o signo da Autoridade-Obediência: estão sob a obediência de Brocardo e desejam exprimir a sua voluntária e total "obediência" a Cristo Jesus, reconhecendo-Lhe a "Soberania" universal (Regra 1 e 2), sacramentalmente manifestada na sua Igreja e nos seus Pastores. Desde os inícios procuram a aprovação da Igreja.
"Alberto, por graça de Deus chamado a ser Patriarca da Igreja de Jerusalém, aos amados filhos Brocardo e outros eremitas, que vivem debaixo da sua obediência junto à Fonte, no Monte Carmelo, saúde no Senhor e bênção do Espírito Santo" (Regra 1).
A Autoridade - um conceito tão irritante e dissonante para a nossa mentalidade - qualificada como "graça de Deus e vocação" desde as primeiras linhas da nossa Regra. O poder de governar é "graça" ou Charis em grego, donde "carisma", "dom" de Deus. Concorre junto com os outros múltiplos "carismas" para a edificação da sua Igreja (1Cor 12,4-11.28; Ef 4,7.11-16). Aprofunda as suas raízes na Ágape Divina; é expressão de amor. A graça, por definição, é "participação e comunicação da vida divina".
É VOCAÇÃO, posto que ninguém se arroga a autoridade (na Igreja), como o ministério sacerdotal, se para ele não for chamado por Deus. Dele vem toda a paternidade no céu e na terra (Ef 3,15: Jo 19,10-11; Hb 5,1-10). Concretamente, Alberto foi "chamado", isto é, eleito pelos que tinham voz no Capítulo dos Cônegos Regulares do Santo Sepulcro de Jerusalém; mais tecnicamente: o "postula-ram", porquanto não teria tido voz passiva naquela Igreja.
Mas Vocação, por último, vem de Deus. Deus chama e dá a cada um "um Carisma ou uma diaconia" (1Cor 12,4-11; Ef 4.7.11-16), inclusive, "o carisma do governo" ou a "chamada" ao governo (1Cor 12,28), por meio da Igreja e a favor do Povo de Deus. Esta é a fonte primeira da legitimidade da Autoridade de Alberto, mas não seria suficiente se os eremitas não estivessem eles próprios "em  Cristo", isto é, batizados e membros da Igreja, ou melhor, mem-bros desta Igreja particular, a Igreja de Jerusalém. Na saudação-bênção vem expressa a finalidade da Autoridade, a salvação (ou saúde) no Senhor, os dons do Espírito Santo para o "homem novo".
A Tradição dos Padres da Igreja e da vida monástica mencionada logo em seguida e também ao falar da Oração Litúrgica (2.11) completa esta visão das relações intra-eclesiais, que são parte da experiência fundacional do Carmelo.
A Ordem do Carmo, apresentando a Regra, segundo a qual promete viver na obediência a Cristo, e explicitando de vários modos o seu serviço ou carisma peculiar conforme ao qual se compromete com a Igreja, subscreveu com a Igreja um Pacto público; por isto recebe da Igreja a Autoridade para o exercício fiel do seu caris-ma. Na ótica do Pacto bíblico que, em união com as promessas de Deus, provê a um "capitulado" (confirmado em "capitulares") da Aliança, a Torah, este "Pacto" também significa a assunção de deveres nos relacionamentos com toda a Igreja. Será sancionado a nível universal nas várias intervenções dos Papas a favor da Ordem e garantido com a observância das suas leis fundamentais. Cada irmão, que com a Profissão religiosa se compromete perante a Igreja e com a Ordem, entra na ótica desta Aliança.
4.2  Alberto, Patriarca de Jerusalém, laureado "in utroque jure", na nossa Regra une em um triângulo ideal, com sábio equilíbrio, Bíblia, Teologia (a Eclesiologia recebida dos Santos Padres da Igreja) e o Direito, como código e instrumento de comunhão; não apenas nesta saudação inicial, mas, aqui e ali, em toda a sua "Forma vitæ".
Evocada a fonte da sua Autoridade em relação aos eremitas de junto à Fonte, "estabelece", quer dizer, ordena com Autoridade o que segundo a tradição da igreja é necessário para viver "con-cretamente" em obediência a Cristo. Com evidente ênfase no latim, quer uma Autoridade, um Prior, "um eleito entre eles": "illud in primis statuimus...", porque se queres viver realmente "debaixo da Soberania de Cristo", no seu "obséquio", deves começar por reconhecer, "acima de ti, alguém que o representa", que Lhe faz as vezes (Regra 4.23: cf. Rm 13,1), para que inicies o caminho ao inverso daquele de Adão (Regra 4). A Autoridade do Prior é meio, não é fim: o Prior não visa impor a sua vontade, mas "guiá-los à obediência a Cristo" (Const. n.48).
Nós não temos de ter medo de falar de potestade-poder ou de Auto-ridade quando sabemos que autoridade "entre nós" não é igual à que "de fato" exercitam os "poderosos" do "mundo" (Regra 22 - cf.Mt 20, 25-26), mas está revestida das qualidades do serviço evangélico.
Ninguém trate de impor um Prior à Comunidade (Gregório IX), por que entre a Autoridade e aqueles sobre os quais preside se con-trai um pacto bilateral: os irmãos elegem: eles também exercem desta maneira um poder, uma Autoridade; a pessoa "eleita" aceita e de qualquer maneira exerce um direito, um poder; só então, pelo mútuo consentimento confirmado pela Autoridade Superior, se esta-belece a aliança entre a pessoa que foi chamada a se revestir da Autoridade e os irmãos que prometeram obediência. Os teólogos-juristas do tempo enxergavam a eleição para um cargo por parte de uma comunidade, e não apenas a do Bispo na sua Igreja Diocesana, como um "pacto esponsal", uma relação, portanto, ditada pela Caridade, pelo Amor.
4.3 A Autoridade "vém de Deus", "os Superiores fazem as vezes de Deus", são um "serviço" e um "ministério" (PC14: câns 618,619). Estas são afirmações válidas até o dia de hoje e que aprofundam as suas raízes na concepção teológica e antropológica da Bíblia, recebida da Patrística e da Tradição da Vida Monástica. Pressu-põe-se, naturalmente, a fé, que leva à esperança e ao amor. Para a teologia cristã isto inclusive é válido para a autoridade ci-vil: o homem é o fim e a medida de todas as instituições huma- manas e divinas.
Na Ordem do Carmo, como em outros Institutos Religiosos, a Auto-ridade está orientada para o bem e o serviço da própria Igreja e, mais diretamente, para o "serviço" daqueles fiéis-súditos que com a profissão religiosa abraçam a vida e a santidade da Igreja na "Forma de Vida" carmelita, aprovada canonicamente pela própria Igreja. A profissão entra na ótica daquela Aliança Esponsal da Igreja, pacto de amizade e de plena identificação com o seu mistério" (1Tm 5,9-15). A Regra e as Constituições são o "capitulado" desta Aliança, o "Código de Comunhão". Vivido e interpretado no interior das ordenações da Igreja. Não quer dizer que se trancam os espaços para a "liberdade de consciência", que permanece sempre a última instância, ou da liberdade "profética" autenticamente tal.

5. Homem da Unidade e do Carisma da Ordem
Santo Inácio da Antioquia na sua Carta aos Cristãos de Filadélfia chamava o responsável por uma Comunidade pelo nome de "Homem determinado à Unidade", governado pela preocupação com a unidade. Homem da unidade, seja das pessoas, seja das várias instâncias e funções da comunidade - no nosso caso, da comunidade provincial. Funções de todos os tempos, mas hoje tornadas particularmente complicadas e difíceis por causa de um complexo de fatores, sobre os quais temos falado acima (n.1).

Não quero repetir aqui todos os aspectos, para os quais deve atender uma "Autoridade operadora de unidade": estes aspectos foram apresentados por extenso no Instrumentum Laboris, repetiti-vamente (nn.9.10.12.14).
Aqui chamo a atenção para um único ponto: pertence às principais funções da Autoridade na Ordem, em qualquer nível, a promoção de uma concorde colaboração para o bem do Instituto e da Igreja; uma Autoridade que suscite sem dúvida a contribuição de todos para a causa de todos.
O "bem da Ordem", que é a primeira e indispensável contribuição para a missão da Igreja, é o "carisma carmelitano" vivido e testemunhado. O carisma é um componente fundamental da unidade da Ordem, das Províncias e das comunidades (VF 45).
"Viver em comunidade é, na verdade, viverem todos juntos a von-tade de Deus, seguindo a orientação do dom do Carisma, que o Fundador recebeu de Deus e transmitiu aos seus discípulos e continuadores" (VF 45). É em torno do Carisma que o Superior deve construir "unidade e comunhão" (Ib). A aprofundada compreensão do Carisma leva a uma visão clara da própria identidade, em volta da qual é mais fácil criar unidade e comunhão, o que permite, além disto, uma adaptação criativa às novas situações e oferece positivas perspectivas para o futuro do Instituto" (VF 45. MR 11-12 e VC 92-93).
O primeiro Superior que tem esta função é o Capítulo Geral (Auto-ridade colegial), "principal sinal de unidade da Ordem na carida-de", ao qual "compete, sobretudo, tutelar o patrimônio do Insti-tuto...e promover uma renovação adequada que se harmonize com ele" (Const. 255 e cân.631). E isto "autoritativamente", como intérprete oficial. É claro que a vida dos irmãos vivida na fide-lidade ao Carisma, as pesquisas científicas, a resposta aos si-nais dos tempos podem abrir novas perspectivas, mas o ponto de referência autoritativo é o Capítulo Geral, que deve fazer as suas escolhas e deve ela também saber tomar decisões e chamar toda autoridade inferior a assumir a responsabilidade pela execu-ção das decisões tomadas.
Porém é principalmente na animação continuada, paciente, mas persistente e inteligente de cada autoridade "pessoal", de qualquer nível, que se torna efetiva a "comunhão" na Ordem. As nossas Constituições falam a respeito.
A Autoridade consolida a unidade da Ordem, "baseada sobre a caridade e a cooperação harmoniosa na luta pelo ideal, que nos propusemos"; anima-nos a prefixar-nos metas cada vez mais altas e a traduzir na prática as normas que venham da Autoridade da Igreja e aquelas que tenhamos predeterminado colegialmente com o consentimento dos irmãos (n.206). É válido tudo quanto se falou em PC14 e câns. 617-619. O Superior não é o guardião do "status quo", que procura não incomodar os "irmãos que estão dormindo" ou que se limita a atender eventuais iniciativas de cada um em particular.
"O Prior, consciente de que ao centro da comunidade está presente Cristo com o seu Evangelho, coloca-se ao serviço da vontade de Deus e dos irmãos, guiando-os à obediência a Cristo por meio do diálogo e oportuno discernimento, embora deixando firme a sua autoridade de decidir e ordenar o que se deve fazer. O Prior é na Comunidade estímulo a viver o nosso Carisma e é sinal e estímulo de união" (Const.48; IL14)
A obediência a Deus compromete-nos, seja individualmente, seja comunitariamente. De fato a comunidade é "o lugar onde juntos se procura a vontade de Deus. Nela procura-se sejamos discípulos, uns dos outros, e corresponsáveis pelo Carisma" (Const.47).
A Autoridade desenvolve também uma tarefa de promoção da unidade ou unificação-integração dos componentes do Carisma: esforça-se para que se respeitem as prioridades, os dinamismos e o justo equilíbrio dos componentes da identidade carismática, por atos e não só no papel, no projeto comunitário, nas estruturas da Província (Const.14-24) e na proposta simbólica dos modelos inspiradores (Const.25-27).
"Equilíbrio entre oração e trabalho, entre apostolado e formação, entre compromissos e descanso" (VF 50b), entre as exigências dos irmãos com exigências da comunidade e a missão na Igreja. As nos-sas Constituições também se preocupam com este equilíbrio (n.34 §1).
Os documentos da Igreja e os da Ordem, especialmente nos últimos tempos, fazem lembrar a exigência de uma decisão final por parte de Autoridade e o dever de fazer com que se cumpra o que foi decidido (Const. 48; VF 50c e VC 43). Uma vez tomada uma decisão de acordo com as determinações do direito próprio, exigem-se constância e fortaleza para que tudo o que foi decidido não fique unicamente sobre o papel" (VF 50c). É o problema que surgiu no Capítulo Geral de 2001: «Por que os nossos lindos documentos "ficam unicamente sobre o papel?"» Carismas mais "encartados" do que "encarnados". "Quem exerce a autoridade não pode abdicar dos seus deveres de responsável primeiro pela comunidade" (VC 43). É um cargo pastoral: obriga em consciência.
O apelo a decidir e a fazer cumprir não cancela o estilo de participação, diálogo, respeito, busca de "uma voluntária submis-são", mas pretende evitar a infidelidade de uma paralisia, que não leva a nada e lembrar "o dever de consolidar a comunhão fraterna e não tornar vã a obediência, que se professou" (VC 43).
Nem sequer os superiores estão dispensados do voto de obediência às Autoridades superiores e, sobretudo, à vontade de Deus, a quem diz o Concílio, - usando expressões que soam com o timbre de outros tempos - "deverão prestar contas das almas, que lhes foram confiadas" (PC14). Não nos esqueçamos de que também somos responsáveis pelo dever de correção fraterna (Regra 15). Não se pode forçar a amar, e em vista disto o poder coercitivo não obtém por Autoridade este fim, a não ser que sirva para fazer o interessado refletir; mas a intenção de defender a comunhão dentro da vida religiosa, a fidelidade ao Carisma, os compromissos com terceiros (os fiéis, etc.), em casos extremos justifica tal recurso, se não por outra causa que a de dizer aos fiéis que confiam em nós: "Este irmão não está mais em comunhão conosco; não está autori-zado a representar-nos. Mas isto é teologia moral: o direito quer ser um instrumento de defesa.

6.  Estilo de exercício da Autoridade
O que acabamos de dizer agora mesmo não é, graças a Deus, o nor-mal. A teologia da Autoridade tem as suas conseqüências quanto ao estilo de exercício: é o estilo de Deus, manifestado em Cristo Jesus.
"Fazer as vezes de Deus", ser dóceis à sua vontade, expressar o amor paternal de Deus defronte aos religiosos confiados aos nossos cuidados pessoais, isto é um compromisso ascético-místico de conformação com a caridade de Deus Pai, que trata como a "filhos", no seu modo de respeitar a dignidade e a liberdade do homem (PC 14; câns. 617-619). Pode-se mësmo pensar numa "Espiri-tualidade da Autoridade".

CONCLUSÕES
Na "Rubrica prima" das Constituições que chegaram até nós na redação do Capítulo Geral de 1281, (que, porém, provavelmente, retrocede ao ano de 1247 na sua primeira redação), encontramos em primeiro lugar a preocupação de que "os mais jovens em nossa Or- dem não saibam responder a quem lhes perguntar: "Por quem fostes fundados? Como tivestes origem?" E se apressam em lhes fornecer "uma fórmula de resposta por escrito". Nos Capítulos sucessivos esta fórmula foi crescendo, acrescentava novos elementos, sinal de que se ia adaptando a novas objeções e perguntas que chegavam de fora. Hoje diremos que se preocupavam com "novos desafios" e de modo colegial procuravam-se respostas convincentes. Sabemos que reviravoltas no tempo tivemos de enfrentar desde o Concílio Ecumênico Vaticano II em diante. Participei dos Capítulos Gerais, desde aquele especial de 1968 até o último; sou testemunha da caminhada, que levou a Ordem a reformular a sua tradição. Apesar de manter unidas as várias sensibilidades culturais. O trabalho "literário" parece ter chegado a um resultado satisfatório, nunca, porém, definitivo... Assim pensam muitos jovens na Ordem, por exemplo, os Formadores... Qual será o próximo passo?
Procuremos juntos os meios para que este dom escrito no papel es-teja em condições de se inscrever no coração. O "Carisma da Auto-ridade" foi-nos dado com esta missão.
                                     
Perguntas para reflexão.
1. Que lugar o Carisma da Ordem ocupa no exercício efetivo da minha autoridade?
2. Qual a minha atitude diante da formulação oficial do Carisma (Vida Espiritual e Missão) como encontro nos documentos oficiais? Constituições, Ratio (RIVC)... ?
3. Que estratégias são necessárias para que as palavras do Carisma transformem "as estruturas de consciência" de cada irmão?

*XVº CONSELHO DAS PROVÍNCIAS. (REFLEXÕES TEOLÓGICAS SOBRE O PODER DE GOVERNO NA ORDEM DO CARMO)

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

DIOCESE DE CAICÓ: NOTA DE ESCLARECIMENTO

No último dia 30 de julho do corrente ano, em razão da homilia por mim proferida no encerramento da Festa de Sant’Ana, padroeira de nossa Diocese de Caicó, muitas contestações se levantaram a partir da referência que fiz, sobre o tema da homoafetividade.
Como “cada ponto de vista é a vista de um ponto”, gostaria de esclarecer a partir de que ponto eu estava falando. Encontro-me no sertão no Seridó há três anos e a cada dia tenho aprendido a amar este povo forte e sofrido. Uma das dores desta região que corta o meu coração de pastor é o alto índice de suicídio (só na cidade de Caicó, nos dez primeiros meses do ano passado, tivemos dezenove casos). Com frequência tenho abordado  este tema e, por isso, muitas pessoas têm me procurado para partilhar experiências, o que me fez entender que vários casos estavam associados a conflitos de ordem afetiva.
O Evangelho do domingo era Mt 13,44-52, e nos apresentava o Reino de Deus como um comprador de pedras preciosas que ao encontrar uma de grande valor, vai vende tudo o que tem e compra aquela pérola.  Também Jesus nos dizia que quem se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas. Com esta imagem, convidei a assembleia a refletir sobre a pérola que o Evangelho estava nos dando na festa Santana.
Dentro do contexto, abordei o tema dos irmãos e irmãs com orientação homoafetiva, procurando enxergá-los de uma forma evangélica, por isso me dirigi aos que sofrem por causa dessa condição. Em geral, a orientação homossexual não é uma opção, pois em determinado momento da vida a pessoa se descobre com esta ou aquela tendência. Opção é a forma como a pessoa viverá essa orientação. a minha preocupação ao abordar tema tão delicado, é de caráter eminentemente pastoral e busca acolher, no contexto de nossa Igreja Particular, as orientações da Igreja sobre esta questão, desenvolvidas e aprofundadas nos últimos decênios. O Catecismo da Igreja Católica já nos ensina a respeito do cuidado necessário para com as pessoas homoafetivas: "Um número considerável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente radicadas. Esta propensão, objetivamente desordenada, constitui, para a maior parte deles, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição" (CIC, 2358).
Tenho total convicção que não agi de má fé nem quis induzir ninguém ao erro. Mas, como o Papa Francisco já nos pediu bastante vezes, as pessoas já sabem de cor a doutrina da Igreja sobre o aborto, o divórcio e atos homossexuais. Ele pede de nós que não fiquemos obcecados em sempre insistir no pecado aumentando a ferida cada vez mais dessas pessoas, mas insistamos que a igreja está de portas abertas para acolher, instruir, discernir, amar a fim de levar a salvação a todos sem exceção (L'Osservatore Romano, edição semanal em português, Ano XLIV, n. 39, Domingo, 29 de setembro de 2013).
Com minha reflexão, em clima de oração, enquanto pastor que se comove diante das fragilidades do seu rebanho, sem querer minimizar as dimensões doutrinal e moral que a matéria em questão envolve, minha intenção é de salvar vidas, contribuindo para que possamos superar os preconceitos que matam e entrar na dinâmica da misericórdia de Deus que respeita, resgata e salva as pessoas. Humildemente confesso que este é um sentimento de um pastor que procura assimilar, no exercício concreto do seu ministério, a mesma compaixão do Bom Pastor que busca "ter o cheiro das ovelhas" e que como Pai preocupa-se pela salvação e pela dignidade da vida dos seus filhos.
Quero confirmar que sou filho da Igreja, amo a minha Igreja, professo e aceito toda a doutrina e, em razão da minha prometida fidelidade ao Sucessor de Pedro, o Papa Francisco, estou procurando colocar em prática os ensinamentos do seu magistério e suas orientações pastorais sobre o tema em questão. Simplesmente busquei ser fiel ao meu lema episcopal: "Olharão para Aquele que transpassaram" (Jo 19,37), tendo os olhos fixos no Transpassado quis contemplá-lo nos transpassados da história. Finalizo com o desejo de que as sábias palavras de Santo Agostinho nos inspirem e nos guie diante de nossas perplexidades: "Na essência a unidade, na dúvida a liberdade, em tudo a caridade". Rezemos uns pelos outros.

De peito aberto...

Caicó, RN, 6 de agosto de 2017
Festa da Transfiguração do Senhor
Festa do Senhor Bom Jesus
+ Antônio Carlos Cruz Santos, msc
Bispo Diocesano de Caicó/RN

ORDEM DO CARMO: Visita Canônica.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

TRÍDUO DE SANTO ELIAS-2º DIA: Homilia

TRÍDUO DE SANTO ELIAS-2º DIA: Homilia

TRÍDUO DO PROFETA ELIAS-2017.

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO CARMO DA LAPA/RJ.
TRÍDUO DO PROFETA ELIAS-2017.
(Dias 17, 18 e 19, às 18h. E no dia 20, Festa de Santo Elias, Missa Solene às 18h 30min. Acompanhe ao VIVO aqui no Olhar ou no face. www.facebook.com/freipetros)
Texto: Frei Carlos Mesters, O. Carm.
Adaptação: Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. 

1º Dia. Tema: Vivo é o Senhor, em cuja presença estou.



CANTO DE ENTRADA

Levanta Elias.
Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.
Levanta Elias, levanta, é hora de caminhar./ Levanta Elias levanta, é hora de Evangelizar. (bis)
1- No fogo e no furacão, o Senhor aí não está. Na brisa suave Elias, Ele sempre, sempre vai passar. Elias do fogo e da espada, contigo vamos caminhar. Com os olhos de misericórdia, O Senhor vem abençoar.
2-Não basta falar do sagrado, é preciso sempre acreditar. Nas noites escuras da vida, O Senhor vem iluminar. No Monte Carmelo lutastes, O Senhor fostes defender. Agora Elias na dor, Ele vem, vem te Proteger.
3-Na pobre viúva chorando, com fome e seu filho a morrer. O Deus do Profeta Elias, vai logo, logo socorrer. No encontro da brisa suave, buscastes forças pra andar. Ensina-nos ó Santo Elias, na vida peregrinar.
4- Olhando o povo que sofre, sem ter esperança e valor. Mostrai-nos ó Profeta Elias, a nuvenzinha do Senhor. Profetas e Profetisas, souberam Evangelizar. No Monte Carmelo Elias, o Cristo vamos encontrar.
COMENTÁRIO
"Vivo é o Senhor, em cuja presença estou" (1Reis 17,1). É com esta frase que o profeta Elias aparece na Bíblia e se apresenta ao povo. É esta atitude de fé que o caracteriza e que sempre inspirou os carmelitas, até hoje. Ela é a raiz da nossa vida no Carmelo. Quando Elias diz: "Vivo é o Senhor em cuja presença estou", ele se refere a um costume daquela época. Os servos ou ministros do rei costumavam estar sempre "na presença do rei", junto ao trono, prontos para atenderem a qualquer pedido e realizarem qualquer serviço que ele pedisse. Que o testemunho de Elias possa ajudar-nos a viver na presença de Deus, como servos e servas, prontos para atendermos a qualquer apelo ou serviço que Deus nos pedir.
INVOCAÇÃO ELIANA MARIANA. (Antes da Oração da Coleta)
Cel: Falou Elias para o seu servo:
Todos: Sobe a montanha, olha para o mar!....
Cel: Ave Maria... Todos: Santa Maria...
Cel: Cobriu-se o céu de densas nuvens...
Todos: Foi muita chuva a desabar
Cel: Ave Maria... Todos: Santa Maria...
Cel: E a terra deu o mais novo fruto:
Todos: Nasce de uma Virgem, Aquele que
vem salvar!
Cel: Ave Maria... Todos: Santa Maria...
Cel: Rogai por nós Virgem Bendita!
Todos: Ó Padroeira dos Carmelitas! 
OREMOS
Deus eterno e onipotente, que concedestes ao bem-aventurado Elias, vosso profeta e nosso pai, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória,
Fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
LITURGIA
DA PALAVRA.
Primeira leitura. ( 1Reis 17,1-6)
1Elias, tesbita, de Tesbi em Galaad, disse a Acab: "Pela vida do Senhor, o Deus de Israel, a quem sirvo: não haverá nestes anos nem orvalho nem chuva, a não ser quando eu o ordenar." 2A palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: 3"Vai-te daqui, retira-te para o oriente e esconde-te na torrente de Carit, que está a leste do Jordão. 4Beberás da torrente e ordenei aos corvos que te deem lá alimento." 5Elias partiu, pois, e fez como o Senhor ordenara, indo morar na torrente de Carit, a leste do Jordão. 6Os corvos lhe traziam pão de manhã e carne à tarde, e ele bebia da torrente.
Salmo de Meditação. (Sl 119,10-12.14)
 Leitor: Quero meditar / dia e noite / na lei do Senhor
Lado 1: Eu te busco, Senhor, de todo o coração,não me deixes afastar dos teus mandamentos.
Lado 2: Conservei tuas promessas no meu coração para não pecar contra ti.
Todos: Quero meditar / dia e noite / na lei do Senhor
Lado 1: Bendito sejas, Senhor, ensina-me os teus estatutos
Lado 2: Eu me alegro com o caminho dos teus testemunhos, mais do que com todas as riquezas.
Todos: Quero meditar / dia e noite / na lei do Senhor
Lado 1:Vou meditar teus preceitos    e considerar teus caminhos.
Lado 2: Eu me delicio com teus estatutos e não me esqueço da tua palavra.
Todos: Quero meditar  dia e noite  na lei do Senhor
Evangelho: João 8,28-30
28Disse-lhes, então, Jesus: "Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que EU SOU e que nada faço por mim mesmo, mas falo como me ensinou o Pai. 29E quem me enviou está comigo. Não me deixou sozinho, porque faço sempre o que lhe agrada". 30Tendo ele assim falado, muitos creram nele.
(Homilia seguida da Ladainha de Santo Elias)


 LADAINHA DE SANTO ELIAS.
Senhor tende piedade de nós!
Senhor tende piedade de nós!
Jesus Cristo tende piedade de nós!
Jesus Cristo tende piedade de nós!
Senhor tende piedade de nós!
Senhor tende piedade de nós!
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus,
Tende piedade de nós.
Nossa Senhora do Carmo. Rogai por nós!
São José Patrono do Carmelo. Rogai por nós!
Santo Elias Pai e guia do Carmelo. Rogai por nós!
Que foste nutrido por um corvo no deserto. Intercedei por nós!
Santo Elias Pai dos eremitas. Rogai por nós!
Que perseverante na contemplação da lei do Senhor. Rogai por nós!
Santo Elias modelo de justiça. Rogai por nós.
Que chamaste Eliseu para ser o teu sucessor. Intercedei por nós!
Santo Elias propagador da verdade. Rogai por nós!
Que pela vossa oração abristes o céu e conseguistes a chuva. Rogai por nós!
Santo Elias protetor das viúvas. Rogai por nós!
Que fostes apaixonado pelo zelo do Senhor Deus. Intercedei por nós!
Santo Elias precursor de Cristo. Rogai por nós!
Que aparecestes com Moisés no Monte Tabor. Rogai por nós!
Que caminhastes pelo deserto até a montanha de Deus. Rogai por nós!
Santo Elias zeloso defensor do culto do Deus único. Intercedei por nós!
Que vos compadecestes da viúva de Sarepta. Rogai por nós!
Santo Elias mestre dos profetas. Rogai por nós!
Que encontrastes o senhor no silêncio e na oração. Rogai por nós!
Santo Elias defensor dos pobres e perseguidos. Intercedei por nós!
Que caminhastes sempre na presença do Senhor. Rogai por nós
Santo Elias mestre da oração. Rogai por nós!
Que encontrastes vida na nuvenzinha para regar a terra. Rogai por nós!
Santo Elias perseguido por causa da justiça. Intercedei por nós!
Que pelo Senhor Deus fostes consolado na noite escura. Rogai por nós!
Santo Elias arrebatado aos céus em um carro de fogo. Rogai por nós!
Santo Elias livra-nos do medo e da depressão. Rogai por nós!
Santo Elias testemunha da transfiguração de Jesus. Intercedei por nós!
Santo Elias defensor do verdadeiro Deus no Monte Carmelo. Rogai por nós
Santo Elias denunciador das injustiças sociais. Rogai por nós.
Santo Elias intercede a Deus Pai pelos desempregados. Rogai por nós.
Santo Elias inspiração da Igreja em saída. Intercedei por nós!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Perdoai-nos Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Ouvi-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Tende piedade de nós!
Cel: Rogai por nós, santo Elias, nosso Pai e Guia do Carmelo.
Todos: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo! Amém
 Oração.
Deus eterno e onipotente, que concedestes a Santo Elias, vosso profeta e nosso pai espiritual, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória. Fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém
CANTO DE AÇÃO DE GRAÇAS.
 Elias, aqui é teu lar.
Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. (Da música, a Treze de maio)
1- O Profeta Elias, vem nos visitar, ó Pai do Carmelo, aqui é teu lar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, em nossa cidade, vem profetizar.
 2- A nossa família vem abençoar, Pai dos carmelitas, vem logo ajudar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, vem logo Profeta, vem nos ajudar.
 3-Com o Deus vivo soubestes falar, Ó Pai do silêncio, da brisa a passar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, Ó Pai do silêncio, da brisa a passar.
 4-Na pobre viúva seu filho a morrer, mostrastes Elias, como socorrer.
Elias, Elias, aqui é teu lar, a nossa família vem logo ajudar.
 5-Fostes defensor do grande Senhor, o Deus que liberta e mostra o amor.
 Elias, Elias, aqui é teu lar, do medo da morte, vem nos libertar. 
 6- Em tempo de crise a mentira a reinar, Elias do fogo, vem profetizar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, das crises da vida, venha nos livrar.  
 7- No Monte Tabor com Moisés a falar, o Filho de Deus, fostes encontrar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, mostrai-nos Jesus em nosso caminhar
FINAL: (Bênção solene de envio)
- Deus, nosso Pai, que hoje nos reuniu para celebrar  Santo Elias, vos abençoe e proteja e vos confirme na sua paz.
  1. Amém
- Cristo Nosso Senhor, que manifestou de modo admirável em Santo Elias a força e a imagem do mistério pascal, faça de vós testemunhas fiéis do seu Evangelho.
  1. Amém.
- O Espírito Santo, que em Santo Elias nos deu um sinal da caridade divina, vos torne capazes de formar uma verdadeira comunidade de fé e amor.
  1. Amém.
- Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.
  1. Amém.
-Vamos em paz, com a força e a coragem de Santo Elias, nosso Pai e guia, e que o Senhor nos acompanhe.
Canto final. Vai Elias


Irmã Natalina Grande, O. Carm  e Frei Victor Octávio Kruger Júnior, O. Carm.
Vai, Elias, vai!: Vai, Profeta do Senhor, Elias, vai! Noite e dia, vai! Vai falar do seu amor, vai, falar!
1-Vai, Elias e anuncia: Que só Deus é o Senhor, de bondade enche a terra, pois eterno é seu amor: Elias, vai!
2-Vai, Elias e anuncia, a Palavra do Senhor, dos pequenos e oprimidos: Deus é seu libertador: Elias, vai!
3-Vai, Elias e anuncia, nuvem branca sobre o mar: É figura de Maria, desde longe a brilhar: Elias, vai!
4-Vai, Elias e anuncia, a Palavra do Senhor, aos teus filhos Carmelitas, que te seguem com fervor:  Elias, vai!  

2º Dia. Tema: A Partilha da viúva de Sarepta.
CANTO DE ENTRADA
Levanta Elias.
Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.
Levanta Elias, levanta, é hora de caminhar./ Levanta Elias levanta, é hora de Evangelizar. (bis)
1- No fogo e no furacão, o Senhor aí não está. Na brisa suave Elias, Ele sempre, sempre vai passar. Elias do fogo e da espada, contigo vamos caminhar. Com os olhos de misericórdia, O Senhor vem abençoar.
2-Não basta falar do sagrado, é preciso sempre acreditar. Nas noites escuras da vida, O Senhor vem iluminar. No Monte Carmelo lutastes, O Senhor fostes defender. Agora Elias na dor, Ele vem, vem te Proteger.
3-Na pobre viúva chorando, com fome e seu filho a morrer. O Deus do Profeta Elias, vai logo, logo socorrer. No encontro da brisa suave, buscastes forças pra andar. Ensina-nos ó Santo Elias, na vida peregrinar.
4- Olhando o povo que sofre, sem ter esperança e valor. Mostrai-nos ó Profeta Elias, a nuvenzinha do Senhor. Profetas e Profetisas, souberam Evangelizar. No Monte Carmelo Elias, o Cristo vamos encontrar.
COMENTÁRIO
A seca prolongada de mais de três anos provocou fome. O córrego Carit, onde Elias estava, secou. Ficou sem água. Deus mandou que Elias fosse para Sarepta na terra de Sidônia, onde uma viúva cuidaria da sua comida. Mas por causa da seca, na casa da viúva só tinha sobrado um pouco de farinha e de azeite. Nada mais! Ela disse a Elias que ia fazer uns pãezinhos para si mesma e o filho e depois esperar a morte chegar. Mesmo sendo difícil, Elias insiste na partilha: "Faça primeiro um pão para mim, e depois você fará o pão para você e seu filho!" Ela obedeceu. Partilhou com Elias o pouco que tinha. A partilha garantiu a sobrevivência dela mesma, do filho e de Elias. Se houvesse partilha no Brasil, não haveria fome nem faminto, e sobraria comida para muita gente de outros países. O povo diz até hoje: "Pobre não deixa pobre morrer de fome!".
INVOCAÇÃO ELIANA MARIANA. (Antes da Oração da Coleta)
Cel: Falou Elias para o seu servo:
Todos: Sobe a montanha, olha para o mar!....
Cel: Ave Maria... Todos: Santa Maria...
Cel: Cobriu-se o céu de densas nuvens...
Todos: Foi muita chuva a desabar
Cel: Ave Maria... Todos: Santa Maria...
Cel: E a terra deu o mais novo fruto:
Todos: Nasce de uma Virgem, Aquele que
vem salvar!
Cel: Ave Maria... Todos: Santa Maria...
Cel: Rogai por nós Virgem Bendita!
Todos: Ó Padroeira dos Carmelitas! 
OREMOS
Deus eterno e onipotente, que concedestes ao bem-aventurado Elias, vosso profeta e nosso pai, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória,
Fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
LITURGIA DA PALAVRA
Primeira leitura. (1Reis 17,7-16)
7Depois de certo tempo, a torrente secou, porque não chovia mais na terra. 8Então a palavra de Iahweh lhe foi dirigida nestes termos: 9"Levanta-te e vai a Sarepta, que pertence à Sidônia, e lá habitarás. Eis que ordenei lá, a uma viúva, que te dê o sustento." 10Ele se levantou e foi para Sarepta. Chegando à porta da cidade, eis que estava lá uma viúva apanhando lenha; chamou-a e disse: "Por favor, traze-me num vaso um pouco d'água para eu beber!" 11Quando ela já estava indo para buscar água, ele gritou-lhe: "Traze-me também um pedaço de pão na tua mão!" 12Respondeu ela: "Pela vida de Iahweh, teu Deus, não tenho pão cozido; tenho apenas um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Estou ajuntando uns gravetos, vou preparar esse resto para mim e meu filho; nós o comeremos e depois esperaremos a morte." 13Mas Elias lhe respondeu: "Não temas; vai e faze como disseste. Mas, primeiro, prepara-me com o que tens um pãozinho e traze- mo; depois o prepararás para ti e para teu filho. 14Pois assim fala Iahweh, Deus de Israel: A vasilha de farinha não se esvaziará e a jarra de azeite não acabará, até o dia em que Iahweh enviar a chuva sobre a face da terra." 15Ela partiu e fez como Elias disse e fizeram uma refeição ele, ela e seu filho: 16A vasilha de farinha não se esvaziou e a jarra de azeite não acabou, conforme a predição que Iahweh fizera por intermédio de Elias.
Salmo de Meditação (Sl 119,29-32)
Leitor: Quero meditar / dia e noite / na lei do Senhor
Lado 1: Afasta-me do caminho da mentira, e gratifica-me com tua lei.
Lado 2: Eu escolhi o caminho da verdade, e me conformo às tuas normas.
Todos: Quero meditar / dia e noite / na lei do Senhor
Lado 1: Eu me apego aos teus testemunhos, Senhor, não me deixes envergonhado.
Lado 2: Eu corro no caminho dos teus mandamentos, pois tu alargas o meu coração.
Todos: Quero meditar / dia e noite / na lei do Senhor
Lado 1: Indica-me, Senhor, o caminho dos teus estatutos, eu quero guardá-lo como recompensa
Lado 2: Faze-me entender e guardar tua lei, para observá-la de todo o coração.
Todos: Quero meditar / dia e noite / na lei do Senhor
Evangelho: Marcos 12,41-44
41E, sentado frente ao Tesouro do Templo, observava, como a multidão lançava pequenas moedas no Tesouro, e muitos ricos lançavam muitas moedas. 42Vindo uma pobre viúva, lançou duas moedinhas, isto é, um quadrante. 43E chamando a si os discípulos, disse-lhes: “Em verdade eu vos digo que esta viúva que é pobre lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. 44Pois todos os outros deram do que lhes sobrava. Ela, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver”.
(Homilia seguida da Ladainha de Santo Elias)


 LADAINHA DE SANTO ELIAS.
 Senhor tende piedade de nós!
Senhor tende piedade de nós!
Jesus Cristo tende piedade de nós!
Jesus Cristo tende piedade de nós!
Senhor tende piedade de nós!
Senhor tende piedade de nós!
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus,
Tende piedade de nós.
Nossa Senhora do Carmo. Rogai por nós!
São José Patrono do Carmelo. Rogai por nós!
Santo Elias Pai e guia do Carmelo. Rogai por nós!
Que foste nutrido por um corvo no deserto. Intercedei por nós!
Santo Elias Pai dos eremitas. Rogai por nós!
Que perseverante na contemplação da lei do Senhor. Rogai por nós!
Santo Elias modelo de justiça. Rogai por nós.
Que chamaste Eliseu para ser o teu sucessor. Intercedei por nós!
Santo Elias propagador da verdade. Rogai por nós!
Que pela vossa oração abristes o céu e conseguistes a chuva. Rogai por nós!
Santo Elias protetor das viúvas. Rogai por nós!
Que fostes apaixonado pelo zelo do Senhor Deus. Intercedei por nós!
Santo Elias precursor de Cristo. Rogai por nós!
Que aparecestes com Moisés no Monte Tabor. Rogai por nós!
Que caminhastes pelo deserto até a montanha de Deus. Rogai por nós!
Santo Elias zeloso defensor do culto do Deus único. Intercedei por nós!
Que vos compadecestes da viúva de Sarepta. Rogai por nós!
Santo Elias mestre dos profetas. Rogai por nós!
Que encontrastes o senhor no silêncio e na oração. Rogai por nós!
Santo Elias defensor dos pobres e perseguidos. Intercedei por nós!
Que caminhastes sempre na presença do Senhor. Rogai por nós
Santo Elias mestre da oração. Rogai por nós!
Que encontrastes vida na nuvenzinha para regar a terra. Rogai por nós!
Santo Elias perseguido por causa da justiça. Intercedei por nós!
Que pelo Senhor Deus fostes consolado na noite escura. Rogai por nós!
Santo Elias arrebatado aos céus em um carro de fogo. Rogai por nós!
Santo Elias livra-nos do medo e da depressão. Rogai por nós!
Santo Elias testemunha da transfiguração de Jesus. Intercedei por nós!
Santo Elias defensor do verdadeiro Deus no Monte Carmelo. Rogai por nós
Santo Elias denunciador das injustiças sociais. Rogai por nós.
Santo Elias intercede a Deus Pai pelos desempregados. Rogai por nós.
Santo Elias inspiração da Igreja em saída. Intercedei por nós!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Perdoai-nos Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Ouvi-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Tende piedade de nós!
Cel: Rogai por nós, santo Elias, nosso Pai e Guia do Carmelo.
Todos: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo! Amém
Oração.
Deus eterno e onipotente, que concedestes a Santo Elias, vosso profeta e nosso pai espiritual, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória. Fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém
CANTO DE AÇÃO DE GRAÇAS.
 Elias, aqui é teu lar.
Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. (Da música, a Treze de maio)
1- O Profeta Elias, vem nos visitar, ó Pai do Carmelo, aqui é teu lar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, em nossa cidade, vem profetizar.
2- A nossa família vem abençoar, Pai dos carmelitas, vem logo ajudar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, vem logo Profeta, vem nos ajudar.
 3-Com o Deus vivo soubestes falar, Ó Pai do silêncio, da brisa a passar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, Ó Pai do silêncio, da brisa a passar.
 4-Na pobre viúva seu filho a morrer, mostrastes Elias, como socorrer.
Elias, Elias, aqui é teu lar, a nossa família vem logo ajudar.
 5-Fostes defensor do grande Senhor, o Deus que liberta e mostra o amor.
 Elias, Elias, aqui é teu lar, do medo da morte, vem nos libertar. 
 6- Em tempo de crise a mentira a reinar, Elias do fogo, vem profetizar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, das crises da vida, venha nos livrar.  
 7- No Monte Tabor com Moisés a falar, o Filho de Deus, fostes encontrar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, mostrai-nos Jesus em nosso caminhar
FINAL: (Bênção solene de envio)
- Deus, nosso Pai, que hoje nos reuniu para celebrar  Santo Elias, vos abençoe e proteja e vos confirme na sua paz.
  1. Amém
- Cristo Nosso Senhor, que manifestou de modo admirável em Santo Elias a força e a imagem do mistério pascal, faça de vós testemunhas fiéis do seu Evangelho.
  1. Amém.
- O Espírito Santo, que em Santo Elias nos deu um sinal da caridade divina, vos torne capazes de formar uma verdadeira comunidade de fé e amor.
  1. Amém.
- Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.
  1. Amém.
-Vamos em paz, com a força e a coragem de Santo Elias, nosso Pai e guia, e que o Senhor nos acompanhe.

Canto final. Vai Elias
Irmã Natalina Grande, O. Carm  e Frei Victor Octávio Kruger Júnior, O. Carm.
Vai, Elias, vai!: Vai, Profeta do Senhor, Elias, vai! Noite e dia, vai! Vai falar do seu amor, vai, falar!
1-Vai, Elias e anuncia: Que só Deus é o Senhor, de bondade enche a terra, pois eterno é seu amor: Elias, vai!
2-Vai, Elias e anuncia, a Palavra do Senhor, dos pequenos e oprimidos: Deus é seu libertador: Elias, vai!
3-Vai, Elias e anuncia, nuvem branca sobre o mar: É figura de Maria, desde longe a brilhar: Elias, vai!
4-Vai, Elias e anuncia, a Palavra do Senhor, aos teus filhos Carmelitas, que te seguem com fervor:  Elias, vai!  
3º Dia. Tema: Javé e o nosso único Deus.
CANTO DE ENTRADA
Levanta Elias.
Frei Petrônio de Miranda, O. Carm.
Levanta Elias, levanta, é hora de caminhar./ Levanta Elias levanta, é hora de Evangelizar. (bis)
1- No fogo e no furacão, o Senhor aí não está. Na brisa suave Elias, Ele sempre, sempre vai passar. Elias do fogo e da espada, contigo vamos caminhar. Com os olhos de misericórdia, O Senhor vem abençoar.
2-Não basta falar do sagrado, é preciso sempre acreditar. Nas noites escuras da vida, O Senhor vem iluminar. No Monte Carmelo lutastes, O Senhor fostes defender. Agora Elias na dor, Ele vem, vem te Proteger.
3-Na pobre viúva chorando, com fome e seu filho a morrer. O Deus do Profeta Elias, vai logo, logo socorrer. No encontro da brisa suave, buscastes forças pra andar. Ensina-nos ó Santo Elias, na vida peregrinar.
4- Olhando o povo que sofre, sem ter esperança e valor. Mostrai-nos ó Profeta Elias, a nuvenzinha do Senhor. Profetas e Profetisas, souberam Evangelizar. No Monte Carmelo Elias, o Cristo vamos encontrar.
COMENTÁRIO
Elias teve a coragem de enfrentar o rei Acab, a rainha Jezabel e os 450 profetas de Baal. Convocou o povo no Monte Carmelo e lançou o desafio: "Até quando vocês vão mancar com as duas pernas? Se Javé é o Deus verdadeiro, sigam a Javé. Se é Baal, sigam a Baal" (1Rs 18,21). Elias provocou o povo para descer do muro e tomar uma decisão: seguir o falso deus Baal ou seguir Javé.
Como Elias, também nós devemos irradiar a presença de Deus e fazer com que o povo de novo se enamore de Deus, jogue fora os muitos ídolos do consumismo e aceite Javé como o único Deus verdadeiro. Esta é a nossa missão.
INVOCAÇÃO ELIANA MARIANA. (Antes da Oração da Coleta)
Cel: Falou Elias para o seu servo:
Todos: Sobe a montanha, olha para o mar!....
Cel: Ave Maria... Todos: Santa Maria...
Cel: Cobriu-se o céu de densas nuvens...
Todos: Foi muita chuva a desabar
Cel: Ave Maria... Todos: Santa Maria...
Cel: E a terra deu o mais novo fruto:
Todos: Nasce de uma Virgem, Aquele que
vem salvar!
Cel: Ave Maria... Todos: Santa Maria...
Cel: Rogai por nós Virgem Bendita!
Todos: Ó Padroeira dos Carmelitas! 
OREMOS
Deus eterno e onipotente, que concedestes ao bem-aventurado Elias, vosso profeta e nosso pai, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória,
Fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
LITURGIA DA PALAVRA
Primeira leitura (1Reis 18,20-24.36-39)
20Acab convocou todos os filhos de Israel e reuniu os profetas no monte Carmelo. 21Elias, aproximando-se de todo o povo, disse: "Até quando claudicareis das duas pernas?r Se Javé é Deus, segui-o; se é Baal segui-o." E o povo não lhe pôde dar resposta. 22Então Elias disse ao povo: "Sou o único dos profetas de Javé que fiquei, enquanto os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta. 23Dêem-nos dois novilhos; que eles escolham um para si e depois de esquartejá-lo o coloquem sobre a lenha, sem lhe pôr fogo. Prepararei o outro novilho sem lhe pôr fogo. 24Invocareis depois o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome de Javé : o deus que responder enviando fogo, é ele o Deus." Todo o povo respondeu: "Está bem." 36Na hora em que se apresenta a oferenda, Elias, o profeta, aproximou-se e disse: "Javé , Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, saiba-se hoje que tu és Deus em Israel, que sou teu servo e que foi por ordem tua que fiz todas estas coisas. 37Responde-me, Javé , responde-me, para que este povo reconheça que és tu, Javé , o Deus, e que convertes os corações deles!"38Então caiu o fogo de Javé e consumiu o holocausto e a lenha, secando a água que estava no rego. 39Todo o povo o presenciou; prostrou-se com o rosto em terra, exclamando: "É Javé que é Deus! É Javé que é Deus!"
Salmo de meditação. (Sl 119,44-45.47-48)
Leitor: Quero meditar / dia e noite / na lei do Senhor
Lado 1: Vou observar tua lei sem cessar, para sempre e eternamente.
Lado 2: Vou andar por um caminho largo, pois eu procuro os teus preceitos.
Todos: Quero meditar / dia e noite / na lei do Senhor
Lado 1: Nos teus mandamentos estão as minhas delícias: pois eu os amo tanto.
Lado 2: Levanto as mãos aos teus mandamentos e medito em teus estatutos.
Todos: Quero meditar / dia e noite / na lei do Senhor
Lado 1: Lembra-te da tua palavra ao teu servo, na qual tu me fazes esperar.
Lado 1: Esta é a minha consolação na minha miséria: a tua promessa me dá vida.
Todos:Quero meditar / dia e noite / na lei do Senhor
Evangelho. (Mateus 22,34-40)
34Os fariseus, ouvindo que ele fechara a boca dos saduceus, reuniram-se em grupo 35e um deles - a fim de pô-lo à prova - perguntou-lhe: 36"Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?" 37Ele respondeu: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. 38Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo é semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40Desses dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas".
(Homilia seguida da Ladainha de Santo Elias)

 LADAINHA DE SANTO ELIAS.
Senhor tende piedade de nós!
Senhor tende piedade de nós!
Jesus Cristo tende piedade de nós!
Jesus Cristo tende piedade de nós!
Senhor tende piedade de nós!
Senhor tende piedade de nós!
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus,
Tende piedade de nós.
Nossa Senhora do Carmo. Rogai por nós!
São José Patrono do Carmelo. Rogai por nós!
Santo Elias Pai e guia do Carmelo. Rogai por nós!
Que foste nutrido por um corvo no deserto. Intercedei por nós!
Santo Elias Pai dos eremitas. Rogai por nós!
Que perseverante na contemplação da lei do Senhor. Rogai por nós!
Santo Elias modelo de justiça. Rogai por nós.
Que chamaste Eliseu para ser o teu sucessor. Intercedei por nós!
Santo Elias propagador da verdade. Rogai por nós!
Que pela vossa oração abristes o céu e conseguistes a chuva. Rogai por nós!
Santo Elias protetor das viúvas. Rogai por nós!
Que fostes apaixonado pelo zelo do Senhor Deus. Intercedei por nós!
Santo Elias precursor de Cristo. Rogai por nós!
Que aparecestes com Moisés no Monte Tabor. Rogai por nós!
Que caminhastes pelo deserto até a montanha de Deus. Rogai por nós!
Santo Elias zeloso defensor do culto do Deus único. Intercedei por nós!
Que vos compadecestes da viúva de Sarepta. Rogai por nós!
Santo Elias mestre dos profetas. Rogai por nós!
Que encontrastes o senhor no silêncio e na oração. Rogai por nós!
Santo Elias defensor dos pobres e perseguidos. Intercedei por nós!
Que caminhastes sempre na presença do Senhor. Rogai por nós
Santo Elias mestre da oração. Rogai por nós!
Que encontrastes vida na nuvenzinha para regar a terra. Rogai por nós!
Santo Elias perseguido por causa da justiça. Intercedei por nós!
Que pelo Senhor Deus fostes consolado na noite escura. Rogai por nós!
Santo Elias arrebatado aos céus em um carro de fogo. Rogai por nós!
Santo Elias livra-nos do medo e da depressão. Rogai por nós!
Santo Elias testemunha da transfiguração de Jesus. Intercedei por nós!
Santo Elias defensor do verdadeiro Deus no Monte Carmelo. Rogai por nós
Santo Elias denunciador das injustiças sociais. Rogai por nós.
Santo Elias intercede a Deus Pai pelos desempregados. Rogai por nós.
Santo Elias inspiração da Igreja em saída. Intercedei por nós!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Perdoai-nos Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Ouvi-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: Tende piedade de nós!
Cel: Rogai por nós, santo Elias, nosso Pai e Guia do Carmelo.
Todos: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo! Amém
 Oração.
Deus eterno e onipotente, que concedestes a Santo Elias, vosso profeta e nosso pai espiritual, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória. Fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém
CANTO DE AÇÃO DE GRAÇAS.
 Elias, aqui é teu lar.
Frei Petrônio de Miranda, O. Carm. (Da música, a Treze de maio)
1- O Profeta Elias, vem nos visitar, ó Pai do Carmelo, aqui é teu lar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, em nossa cidade, vem profetizar.
2- A nossa família vem abençoar, Pai dos carmelitas, vem logo ajudar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, vem logo Profeta, vem nos ajudar.
 3-Com o Deus vivo soubestes falar, Ó Pai do silêncio, da brisa a passar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, Ó Pai do silêncio, da brisa a passar.
 4-Na pobre viúva seu filho a morrer, mostrastes Elias, como socorrer.
Elias, Elias, aqui é teu lar, a nossa família vem logo ajudar.
 5-Fostes defensor do grande Senhor, o Deus que liberta e mostra o amor.
 Elias, Elias, aqui é teu lar, do medo da morte, vem nos libertar. 
 6- Em tempo de crise a mentira a reinar, Elias do fogo, vem profetizar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, das crises da vida, venha nos livrar.  
 7- No Monte Tabor com Moisés a falar, o Filho de Deus, fostes encontrar.
Elias, Elias, aqui é teu lar, mostrai-nos Jesus em nosso caminhar
FINAL: (Bênção solene de envio)
- Deus, nosso Pai, que hoje nos reuniu para celebrar  Santo Elias, vos abençoe e proteja e vos confirme na sua paz.
  1. Amém
- Cristo Nosso Senhor, que manifestou de modo admirável em Santo Elias a força e a imagem do mistério pascal, faça de vós testemunhas fiéis do seu Evangelho.
  1. Amém.
- O Espírito Santo, que em Santo Elias nos deu um sinal da caridade divina, vos torne capazes de formar uma verdadeira comunidade de fé e amor.
  1. Amém.
- Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.
  1. Amém.
-Vamos em paz, com a força e a coragem de Santo Elias, nosso Pai e guia, e que o Senhor nos acompanhe.
Canto final. Vai Elias
Irmã Natalina Grande, O. Carm  e Frei Victor Octávio Kruger Júnior, O. Carm.
Vai, Elias, vai!: Vai, Profeta do Senhor, Elias, vai! Noite e dia, vai! Vai falar do seu amor, vai, falar!
1-Vai, Elias e anuncia: Que só Deus é o Senhor, de bondade enche a terra, pois eterno é seu amor: Elias, vai!
2-Vai, Elias e anuncia, a Palavra do Senhor, dos pequenos e oprimidos: Deus é seu libertador: Elias, vai!
3-Vai, Elias e anuncia, nuvem branca sobre o mar: É figura de Maria, desde longe a brilhar: Elias, vai!
4-Vai, Elias e anuncia, a Palavra do Senhor, aos teus filhos Carmelitas, que te seguem com fervor:  Elias, vai!