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A Palavra do Frei Petrônio

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quinta-feira, 21 de julho de 2016

ELIAS E O DESERTO: Lições contidas no episódio.

*BEATO FREI TITO BRANDSMA, O. CARM.

1- Ao vermos nossa miséria e fraqueza, também nós nos sentimos arniúde desanimados. O mesmo acontece quando vemos a nossa vida aparentemente tão inútil e infrutífera para nós mesmos e para os outros. Mas o anjo de Deus, o anjo da guarda, virá então consolar-nos e encora­jar-nos com as suas inspirações salutares.
2- O pão que o anjo deu de comer a Santo Elias é figura do Pão Ce­lestial da Eucaristia, que nos foi preparado por Jesus na Sagrada Paixão. "Piscis assus Christus est passus" (Peixe assado é Cristo padecido). "Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, e eu vos aliviarei".
3- Unidos a Jesus, poderemos também nós atravessar o deserto da vida com Santo Elias, até chegarmos ao monte santo da visão beatífica. "Per aspera ad astra" (Pelas asperezas até os astros).
4- Os sussurro da brisa, no silêncio, símbolo da humildade e da man­sidão, representa a voz de Jesus a nos dizer: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis repouso para as vossas almas".
5- Como Santo Elias, devemos ter sempre diante dos olhos o Deus Vivo, crer-nos sempre na sua santa presença e assim executar a nossa ta­refa.
6- A fim de guardar e consolidar esta crença - sempre que as nossas atividades o permitirem - devemos refugiar-nos na solidão e no silêncio do Carmelo.
*MINHA CELA: ESCRITOS DE UM ARTIR.
BEATO FREI TITO BRANDSMA, O. CARM.

(Tradução: frei Bento Caspers, O. Carm. e Dom Vital Wilderink, O. Carm)

*BEATO FREI TITO BRANDSMA: Colóquio com Santo Elias

Ouvir as palavras. Formar ao seu lado. Transplantar no coração o seu zelo e o seu amor. Santa, competição com respeito á sua confiança em Deus. Esperar tudo dele.
Água sobre a lenha. Convencer-nos de que a nossa salvação é dom exclusivo de Deus, ainda que tenhamos de mere­cê-la.
Considerar tudo á luz da Providência e da predestinação divinas. Fortes com Santo Elias pela força que vem de Deus, á luta contra tudo que nos afaste de Deus. E, depois de abominarmos tudo isso, ajoelhar-nos com Santo Elias para rezar, para perseverar na oração.
Com Santo Elias, que nos é apontado com São Tiago corno modelo de perseverança na ora­ção e como garantia de que nossa oração será ouvida. Alegrar-nos com Santo Elias pelo fato de ter aparecido urna nuvenzinha sobre o mar. Le­vantar-nos com ele para irmos a Jerusalém.
*MINHA CELA: ESCRITOS DE UM ARTIR.
BEATO FREI TITO BRANDSMA, O. CARM.

(Tradução: frei Bento Caspers, O. Carm. e Dom Vital Wilderink, O. Carm)

PROFETA ELIAS: Deslocamento e permanência no Carit.

Frei Alexander Vella, O.Carm.

O anúncio provoca uma "crise". Por causa da palavra proclamada, Elias deve fugir de Acab, que apesar de seu sincretismo, crê na eficácia da palavra do Profeta. Sua fuga ocorre em duas etapas sucessivas. São duas histórias com um único tema: o Senhor mantém em vida o seu Profeta, providenciando-lhe alimento de modo extraordinário. Eis novamente o contraste entre Javé e Baal. Será o Senhor e não Baal, o deus da fertilidade, que provê alimento para Elias.
A primeira cena nos mostra Elias escondido no Carit e mantendo sua vida com a água da torrente e o alimento levado pelos corvos. Elias permanece passivo na cena, deixando-se guiar completamente pela palavra de Deus. É em obediência a esta palavra que vai ao "deserto" e ali permanece escondido.
Na Bíblia o deserto vem indicado como lugar de refúgio para os fugitivos (Gen 4,11-12; 16,6-14;21, 20; 1 Sam 22,2). Mas, o de­serto nos lembra também Moisés e o povo que conduziu no êxodo para o Egito. Também neste tempo Deus proveu de água o seu povo (Ex 15,22-27; 17,1-7; Num 20,1-13) e lhes dá a comer carne à tarde e pão pela manhã (Ex 16,8). Oferece também a Elias a água da torrente, o pão e a carne pela manhã e à noite. O deserto é um lugar estéril, sem vida.

Para nele sobreviver é necessária muita fé em Deus porque somente Ele pode man­ter alguém vivo em um lugar assim morto e rude. O deserto torna-se pois para Elias - e para cada um que o experimenta - o lugar onde se aprende a ser totalmente dependente de Deus e só Dele, onde se começa a confiar e abandonar-se a Ele. 

PROFETA ELIAS: Deslocamento e permanência em Sarepta (vv. 8-24)

Frei Alexander Vella, O.Carm.

A história está claramente dividida em duas partes: • vv. 8-16: continua o tema do sustento miraculoso do Profeta, sendo in­troduzido também um novo tema: a eficácia da Palavra profética de Elias. vv. 17-24 - outro tema ligado à eficácia da palavra profética de Elias, que é o principal nesta cena, é o tema da vida.
Pode-se verificar que nestas duas histórias o baalismo se apresenta muito forte. É o próprio fio condutor que une as duas partes. Elias se dirige a Sarepta de Sidônia, não tanto para fugir, mas para aí demonstrar que o poder de Javé não é privilégio apenas de Israel. No território fenício, domínio de Baal, o Senhor demonstra seu poder sobre as coisas que são atribuídas a Baal ou seja, o sustento e a vida, enquanto Baal nem mesmo aí nada pode fazer. Talvez seja o primeiro lampejo de monoteismo porque a luta parece trazer novo desafio: "quem é Deus em Israel?" para trazer questionamento ainda mais forte: "quem é o Deus vivo, Baal ou Javé?"
4.1 - vv. 8-16. Elias mais uma vez age de acordo com a Palavra de Deus (vv. 8-10). Entretanto, a viúva que o encontra à entrada da cidade não sabe ainda que Deus lhe ordena que ali­mente o Profeta. Quanta emoção (pathos) na sua resposta ao Profeta e que contraste há entre o seu desespero e a segurança do Profeta ("Nao temas" v.13). Elias pronuncia a palavra profética (v.13) e a viúva "agiu conforme a palavra de Elias" (v.15), tal como Elias faz com Deus. E a palavra do Profeta se realiza (v.16). Assim Elias começa a de­monstrar-se Profeta.
Vejamos também alguns detalhes da história. No v.15 a mulher é chamada a "dona da casa". Tal modo de chamá-la indica que não era uma mulher pobre, o que é corrobo­rado por dois pequenos detalhes. O v.15 afirma que continuaram a comer do alimento miraculoso, ela, seu filho e "a sua casa" (segundo o texto masorético - hebraico), o que significa que a mulher possuía servos. No v.19 lemos que Elias levou o rapaz ao "andar de cima"; portanto, a mulher possuía uma casa com dois andares, desfrutando portanto de um certo bem-estar.
Estes pequenos detalhes devem ser interpretados de acordo com critérios exegéticos contidos no próprio texto. É obvio que Elias se interessava pelos pobres - se não, que homem de Deus ele era? - mas a finalidade desta história, é evi­dente, não é para demonstrar isto. Consiste na apresentação de Elias como verdadeiro profeta, isto é, como homem da palavra de Deus.
4.2 - vv. 17-24
Nesta segunda cena temos dois momentos entrelaçados: da morte à vida e da re­criminação à confissão. A estrutura é concêntrica. 

ELEIÇÕES-2016: Perguntar não ofende-11.

ELEIÇÕES-2016: Perguntar não ofende-10.