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A Palavra do Frei Petrônio

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sábado, 8 de novembro de 2014

VATICANO: Conhecendo o Museu (2ª Parte)

Grupos pressionam pelo fim do celibato na Igreja Católica.

Em petição, mulheres apaixonadas por padres pedem ao papa fim da proibição a relacionamentos amorosos.
Estima-se que, nos últimos 50 anos, 10 mil homens abandonaram o sacerdócio para se casar no Reino Unido.

ELISABETTA POVOLEDO
DO "NEW YORK TIMES", EM ROMA

Eles não planejavam se apaixonar. Não queriam ser alvo de fofocas maldosas. Não haviam imaginado manter encontros secretos, mas foi assim que aconteceu desde que uma mulher e um padre desafiaram um tabu da Igreja Católica e se envolveram.
"Algumas pessoas me veem como o diabo", disse a mulher, que, em companhia do padre com o qual está envolvida, concordou em falar sobre sua situação.
Os dois pediram anonimato temendo agravar a desaprovação dos pais, que sabem da situação, e o desdém de amigos e paroquianos, que suspeitam de que a amizade seja mais do que platônica.
"Corro o risco de perder tudo se isso se tornar público", disse o padre. Eles aceitaram falar, diz sua parceira, porque "sofrer nos leva a tentar mudar essa injustiça".
Uma busca online com o termo "apaixonada por um padre" leva a uma sucessão de blogs de amantes contestados pela igreja.
No Facebook, um grupo de 26 mulheres chegou a fazer uma petição ao papa Francisco pela mudança do celibato obrigatório para os sacerdotes católicos, o que aliviaria seu sofrimento.
"É realmente difícil explicar essa relação a alguém que não tenha passado por isso", disse uma das signatárias, que também está envolvida com um padre. "Queríamos informar ao papa que esse sofrimento é generalizado."
Ela voltou a escrever ao papa em setembro, pouco antes do Sínodo Episcopal, uma reunião de cerca de 200 religiosos convocados ao Vaticano para discutir questões que as famílias enfrentam nas sociedades contemporâneas.
Foi o sínodo acompanhado com mais atenção em décadas, e alguns vaticanistas traçaram paralelos com outro convocado pelo papa Paulo 6º em 1971, no qual o celibato obrigatório dos padres foi a questão central.
Naquele momento, após uma discussão acalorada, o sínodo reconfirmou o celibato obrigatório, e não houve revisão oficial dessa posição em 40 anos. Aqueles que esperavam que a questão fosse retomada no sínodo de outubro sofreram nova decepção.
Mas cada vez mais organizações de padres nos EUA, Austrália, Irlanda e outros países continuam a pressionar por mudanças.
Aqueles que contestam o celibato clerical apontam para a escassez mundial de padres e para estudos que demonstram que o celibato desencoraja jovens que desejam se tornar sacerdotes.
As estatísticas recolhidas pela Congregação para o Clero não especificam os motivos para que padres "desertem", mas os críticos sugerem que o celibato clerical seja em parte a razão.
Embora não haja números específicos, o Advent, grupo de apoio a padres que deixaram a vida sacerdotal no Reino Unido, estima que cerca de 10 mil homens tenham abandonado o sacerdócio católico para se casar nos últimos 50 anos, e isso apenas na Inglaterra e País de Gales.
A escassez exerceu impacto significativo sobre várias paróquias, diz Alex Walker, líder da Advent, que deixou o sacerdócio para se casar.
"Os bispos podem continuar orando por mais jovens com vocação para o sacerdócio, ou podem estudar o que fazer a respeito", completou.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br
OBS: Veja o site sobre o assunto. Clique aqui:http://www.padrescasados.org/


terça-feira, 4 de novembro de 2014

FREI JERRY: Ordenação Presbiteral (3ª Parte)

*A PALAVRA DO CARDEAL CARLO MARIA MARTINI- 01: In Memoriam

“A vida do homem é tão complicada como a ascensão numa parede de rocha, em que tudo é questão de sutil equilíbrio entre os diversos movimentos. Mas quando se aprendeu os ritmos, a ascensão enche o coração de alegria. De alegria, não de despreocupação, porque se sabe que um erro mínimo pode levar ao precipício! A vida do homem é uma complicação simples, na qual ele se simplifica recolhendo toda a própria existência como dom.
Deus permanece assim o único adorado, contemplado, amado, servido e tudo o mais é equilíbrio da subida onde a alegria do agir ajuda a olhar para o alto e a tender para o único necessário”.   
(Do Livro: A Mulher no seu povo: O Caminho de Maria com os homens e mulheres de todos os tempos. Página 67).
*Cardeal Carlo Maria Martini, Jesuíta, S.J. Memoriam. Ex- Arcebispo de Milão, líder da corrente modernista defensora do chamado “espírito do Concílio Vaticano II”. Morreu aos 85 anos, no 31 de agosto-2012, em Milão, Itália.
DADOS: No fim de 1979, João Paulo II o nomeou arcebispo de Milão, a maior diocese da Europa, que dirigiu por 22 anos.
Entre outras tomadas de posição, criticou duramente em 2008 a encíclica "Humanae Vitae" do papa Paulo VI, que rejeitava a contracepção, considerando que a Igreja se "afastou muito das pessoas".
Sua opinião era muito ouvida dentro da Igreja pela acuidade de suas análises e por seu humanismo, e denunciou "a tentação" de alguns católicos de "se refugiar" em novos movimentos da Igreja, fornecendo a eles um "valor absoluto" e transformando-os em verdadeiras "ideologias".
Também denunciou as "novas pestes" da sociedade, como a droga, e também a corrupção e a solidão.
Considerava que uma "evolução" no âmbito do celibato dos sacerdotes era possível, sem que a Igreja de Roma renunciasse inteiramente ao tema, o que teria "consequências mais negativas que positivas".
Amigo pessoal de João Paulo II, discordou dele em algumas questões, sobretudo morais. Trocou uma carta com o escritor Umberto Eco sobre a fé.
Em 1999 "teve um sonho": convocar um novo Concílio, um Vaticano III, porque achava que o Vaticano II (1962/65) estava, de certa forma, obsoleto.
Em 2007 afirmou que não realizaria a missa em latim, quando ela foi autorizada novamente pela Igreja sob o papado de Bento XVI.
Antes de se aposentar, em julho de 2002, à idade canônica de 75 anos, realizou seu sonho: ir a Jerusalém. Neste ano também anunciou que sofria de Parkinson.
Voltou à Itália em 2008, onde se retirou em uma casa de estudos jesuítas em Gallarate, no noroeste de Milão. Fonte: https://br.noticias.yahoo.com