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A Palavra do Frei Petrônio

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sábado, 16 de agosto de 2014

Eu não quero este Jesus Cristo

Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita Jornalista.

         Eu não quero este Jesus Cristo que fala alto nos palanques e na TV, corre, condena, grita e transforma a sua mensagem em poluição audiovisual. Não, o meu Jesus não é o Jesus do marketing, dos grandes shows, da corrida pelo ibope. Ele não é fashion, não tem cor. Ele ultrapassa as religiões, os ritos, os dogmas, ama a todos sem pré-conceitos, fala pouco, perdoa, contempla e ora. Passa na brisa suave e mora nas favelas, nas florestas, nos morros, nas montanhas e no silêncio da madrugada triste das penitenciárias, dos abrigos e das casas de recuperação dos drogados.
Eu não quero este Jesus dos templos televisivos. Não, o meu Jesus caminha com o mendigo no silêncio da noite, sorri com o ancião abandonado em um asilo, dorme com os menores nos viadutos das grandes metrópoles. Silencia na dor dos índios, na saudade dos migrantes, nas alegrias e tristezas do agricultor. Ele Ressuscita na luta de cada comunidade, no grito dos homossexuais espancados, das prostitutas, travestis, das lésbicas e drogados. Sim, o meu Jesus é trindade e se faz presente em cada grupo social na marcha contra os políticos corruptos e desumanos.
Eu não quero este Jesus Cristo competitivo no mercado financeiro da marca Bombril, com mil e uma utilidades. Eu fujo do sagrado comercial e sexualmente sedutor, consumido e comido nas fartas mesas do sistema econômico. Não, o meu Jesus não tem preço ou marca, Ele não se queima, não se corrompe e não se vende. Ele é frágil, humilde, carinhoso, misericordioso, manso, pequenino e só os puros de coração poderão ver e contemplá-lo.
Eu não quero este Jesus Cristo pop estar estampado nas camisetas, disputando espaço com a Madonna, o Pelé, o Justin Bieber, o Neymar, a Lady Gaga e todos os artistas e personalidades mundiais. Não, o meu Jesus não gosta de ser reconhecido. Ele não é o super-homem, ao contrário, foi condenado e crucificado em uma cruz. O meu herói caminha com os presos políticos, com os mutilados, desesperados e sedentos de paz e igualdade social.

Eu não quero este Jesus Cristo do cinema 3D, HD e digital que enriquece empresários do sagrado e transforma os seguidores em fanáticos. Não, o meu Jesus não tem tablet, aiphone ou iPad. Ele vive escondido em um pequeno casebre castigado pelas enchentes, sofre com a seca, as chacinas, a prostituição infantil e as epidemias, chora com os aidéticos e vive a procura de um pedaço de terra e de um teto para morar. Ele é o mesmo de ontem, de hoje e de sempre, porém, muitos não o aceitam, não o procuram e fecham os olhos para não o ver.

A PALAVRA DO FREI PETRÔNIO. Nº 670. A importância do voto.

Frei Petrônio de Miranda - A Importância da Comunicação para Igreja

ASSUNÇÃO: Homilia do Frei Petrônio de Miranda.

CARMELITAS EM BRASÍLIA: Posse do Frei Alexandre-01.

A NOITE TRAIÇOEIRA.

Frei Petrônio de Miranda, Padre e Jornalista Carmelita. 

“Ainda se vier, noites traiçoeiras, se a cruz pesada for, Cristo estará contigo, e o mundo pode até, fazer você chorar, mas Deus te quer sorrindo....”. Esta é a música tocada de norte a sul, de leste a oeste do nosso Brasil. Não apenas nas igrejas mas também em rádios e tvs. Por que tal música é tão querida pelas diferentes classes sociais? O que ela tem de especial em sua letra e melodia para cair na boca do povo? Será que somos vítimas de traiçoeiros? Será que vivemos na chamada noite escura, noite esta vivenciada pelo místico São João da Cruz, Frade Carmelita, em seu poema e na sua vida? Será que gostamos de carregar as pesadas cruzes da vida? Será que o mundo só nos traz tristezas e choros? Quando Deus nos quer sorrindo?
Meu caro leitor, essas interrogações são os ingredientes da “noite traiçoeira”, música bonita, não apenas na profundidade da letra como também na melodia. Quem nunca teve uma amizade quebrada ou um amor traído? Quem não passou por uma noite traiçoeira, daquelas que parecem infinitas na qual torna-se quase impossível se perceber o raiar do sol no novo dia?. São João da Cruz a chamava da noite da purificação. Ou seja, são momentos escuros da nossa vida que nos jogam contra a parede e nos fazem ver a nossa miséria e a nossa fragilidade humana. Sem essa noite, somos incapazes de vislumbrar a importância da luz ou da perspectiva de um novo dia que está logo ali. Na verdade, o que é preciso para encontrarmos a luz é darmos o primeiro passo; mas, às vezes, preferimos ficar na eterna escuridão, a exemplo do mito da caverna de Platão.
Muitas vezes somos tentados a nos acostumar com as escuridões da vida. Achamos que tudo é normal, que é à vontade de Deus. Ou ainda que é o nosso destino sofrer. Eu lhe pergunto: Você quer a dor, a escuridão e a morte para o seu filho? Se você não quer o mal para o seu filho, e Deus, que é a infinita bondade, será que Ele vai desejar que você fique na noite escura  da depressão, da desconfiança diante do seu marido, do medo ou do estresse? Claro que não. Portanto, está esperando o quê? Os nossos olhos foram feitos por Deus não apenas para derramar lágrimas, mas sim para ver o brilho das estrelas, principalmente quando a noite é escura.           
            “Deus te quer sorrindo”. Essa afirmação vai contra a teologia que afirma nas entre- linhas que o nosso Deus é do sofrimento e não do riso. Confirme esta minha afirmação através do filme: “O Nome da Rosa”. Gostaria ainda de lhe perguntar: Você já viu imagem de algum santo sorrindo? Você já viu uma pintura de Jesus Cristo sorrindo? Se não viu, olhe o painel da Igreja Matriz e veja uma foto rara de Jesus Cristo sorrindo. Dom Bosco- o santo, referência na educação em várias capitais do Brasil e diversos países, é representado através de uma imagem, que na sua fisionomia, aparece o riso. O próprio santo conta-nos a história de Domingos Sávio, então seu aluno, hoje também santo-São Domingos Sávio. Era desejo dessa criança ser santo. Para tal, participava de todas as missas do colégio e fazia todas as devoções possíveis com tal objetivo. Percebendo o seu entusiasmo, exagerarado para uma criança, Dom Bosco pergunta: “por que você não sai da igreja”? Ele disse- quero ser santo. O educador então lhe responde: “Viva com os seus colegas, jogue bola, corra, brinque, seja uma criança feliz que você será santo”. A partir daquele momento, Domingos Sávio começou a ter uma vida normal como todas as crianças, colocando Deus em primeiro lugar. Mais tarde, o discípulo e mestre foram reconhecidos como santos.
            Ao terminar a minha reflexão gostaria de lhe perguntar: Você sente gosto, prazer e tesão pela vida? Quantas vezes você saiu com os seus filhos para conversar, este ano, este mês, esta semana? Você pode me responder: Frei, eu trabalho, sou uma pessoa muito ocupada! E quando você estiver no seu leito de dor impossibilitado de caminhar? E quando você perceber que a vida passou na sua frente e você ficou para trás no mundo da depressão, do medo, da noite escura, alimentando as noites traiçoeiras da vida?. Viva enquanto é tempo. Depois, não venha culpar a sua família, o seu marido, a sua mulher, vizinho, o gato, o cachorro e o papagaio pelos seus problemas. A vida é sua. Se você não a vive, quem é que vai viver por você? Eu é que não vivo, Deus me livre! Eu quero é sorrir, frequentar a academia, correr todos os dias, caminhar, assistir a um bom filme, sentar em uma mesa com meus amigos e amigas. Enfim, viver! Chega de chororô e deprê!!! Quem fica parado é poste.         


A voz do Pastor - Assunção de Nossa Senhora - Domingo 17/08/14

CARMELITAS EM BRASÍLIA: Posse do Frei Alexandre-02.

CARMELITAS EM BRASÍLIA: Posse do Frei Alexandre-01.