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A Palavra do Frei Petrônio

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

ESPIRITUALIDADE CARMELITANA: A vocação do leigo carmelita.

Texto para reflexão do Dia de Espiritualidade Carmelitana no Convento do Carmo de São Paulo com a Ordem Terceira do Carmo de Capicuíba-SP. 12 de janeiro-2013. Pregador: Frei Petrônio de Miranda, 0.Carm.

Reflexão do livro
Um livro de bolso para Comunidade de Carmelitas Leigos e membros filiados à Província do Puríssimo Coração de Maria e Santo Elias
Preparado por Thomas J. Zeitvogel, O.T.C.             
Aprovado por Comissão Interprovincial para Carmelitas Leigos- 02/1998.
Direitos autorais: The Carmelite Press. Darien, Illinois.    1998
TRADUÇÃO PORTUGUESA: Maria Antônia Vello Barros, da O.T.C. de Mogi Mirim (SP) - Brasil
Revisão de Fr. Martinho Ferreira da Silva Cortez, O. Carm.
Por sua natureza, ambas espiritualmente e organizadamente a ordem do leigo carmelita tem emanado o carisma e direção dos freis na ordem do Carmelo desde sua aparição nas Idades Médias. No entanto o processo de formação de leigos Carmelitas pode juntar sua essência direta daquela dos frades.
            Um caminho para fazer isto é examinado seis pontos chaves da forma básica da formação para os freis, e relatando estes pontos para os três principais elementos da vocação dos leigos carmelitas: o chamado vocacional, comunidade e ministério.
Um chamado para conversão
            Assim como estabelecida pelos eremitas no “Monte Carmelo” é firmada na regra de Santo Alberto, os carmelitas são chamados para viver nas pegadas de Jesus Cristo a contínua experiência de conversão para com Ele. Esta experiência consiste na fundamental característica de valores indicados abaixo. Elas são certamente a base do chamado para o Carmelo para pessoas leigas que se transforma em membros da ordem terceira.
Os três elementos fundamentais do Carisma Carmelitano
            Como tem sido mencionado, os elementos chaves para pessoas leigas convidadas para o Carmelo são chamados vocacionais, chamados para a comunidade, e a chamada para o ministério.
            São diretamente relatadas para os três fundamentais elementos definindo o Carisma Carmelita para os freis da Ordem inclui:
A dimensão contemplativa da vida: do começo Fraternidade Carmelita seguida ao estilo de vida contemplativo, ambos na estrutura e nos valores fundamentais. Está diretamente relatado do aspecto do chamado vocacional para a vocação do leigo carmelita.
Esta é a altitude pelo meio que nos tornamos abertos à presença de Deus onde quer que estejamos presentes como Maria nós ponderamos nossas experiências, e nos tornamos conscientes de Deus através delas.
Família
Este elemento prevê a qualidade de relacionamento interpessoais na qual é caracterizada comunitária, a vida baseada no modelo de inspiração da comunidade primitiva de Jerusalém e diretamente relaciona para o chamado Comunidade aspectos da vocação dos leigos carmelitas. Desde nossas atitudes: contemplativos do mundo à nossa volta, nós somos abertos à presença de Deus na nossa experiência diária, nós o encontramos especialmente nos nossos irmãos e irmãs que pertence às nossas comunidades de leigos carmelitas locais. Desta maneira somos guiados para prezar o mistério da pessoa próxima a nós... Em “Lectio Divina”, como nós ouvimos reze e viva, e desenvolva nossas vidas espirituais, individuais com a ajuda  da nossa comunidade, assim como a larga família provincial universal do Carmelo, nós somos guiados a cada dia para experiência do ministério de Cristo.
Vivendo no meio das pessoas.
            Esse elemento relata diretamente ao chamado do ministério aspecto da vocação do leigo carmelita. É assim, um convite a seguir as pegadas de nosso Senhor. É... um sinal de solidariedade para com o serviço generoso da igreja em nossas respectivas áreas locais.
Elias e Maria
            Elias é o profeta solitário sedento da vida de Deus em Sua presença. Seu duplo espírito de seu contemplativo enquanto respondendo a Deus em inúmeras ocasiões tornou-se envolvido em um apostolado ativo, certamente possível de ser a base da filosofia dos leigos carmelitas: contemplativos vivendo num mundo ativo.
            Carmelitas, como Elias, são pessoas do deserto, que abraçam a solidão como uma forma apropriada de escutar e aceitar a palavra de Deus dentro de suas próprias vidas.
Na Virgem Maria
Os carmelitas encontram a imagem perfeita de todos aqueles desejos contemplativos enquanto ainda vivendo e trabalhando num mundo secular contrário a vida de um religioso.
            Este é o motivo pelo qual Maria tem sido considerada há tanto tempo como a patrona da Ordem e invocada como mãe e irmã das carmelitas... Assim como olhamos para Maria que deu inspiração à vida apostólica da 1ª comunidade cristã aprendemos  a viver juntos como irmãos e irmãs em nosso Senhor. Na tradição do Carmelo, especialmente do século XVI para frente, o relacionamento próximo de Maria com as pessoas tem também sido expressado através da devoção ao escapulário. Ambos um sinal da consagração do Carmelo a ela e um significado valoroso da evangelização das pessoas.
Fundamento da experiência unificadora.
            Os três elementos fundamentais do carisma carmelita não são valores separados e desconectados. Eles são interligados um com o outro e são unidos por uma experiência fundamental: a experiência do isolamento...
Na espiritualidade carmelita, o deserto é a vida contemplativa.  A vida carmelita é caracterizada pela tensão permanente e insolúvel entre solidão e silêncio (o deserto) E amor fraternal (comunidade) no meio das pessoas nosso envolvimento e relacionamento ativos com homens e mulheres não são diminuídos pela nossa experiência de isolamento. Ao contrário elas são aprofundadas. Como viemos para ver através dos olhos de Deus, nossa atitude para com o mundo, os homens e as mulheres torna-se profundamente criativa. Nós descobrimos neles a imagem de Deus e seus valores... Nós carmelitas nos tornamos livres e desatadas com a finalidade de amar os outros incondicionalmente em sua singularidade.
Unidade
            A experiência da vocação carmelita é de receber, compartilhar e identificar-se em um carisma comum... Deveria sempre haver um elo íntimo entre a unidade que vem da identificação com o carisma carmelita (em sua essência) é o que vem de culturas diversas e moldes de expressão  (língua, imagens, ideias, valores particulares, etc...
            O carisma carmelita é expressado na variedade de ministérios diferentes e ambos exercitados dentro e fora da comunidade. O que o faz carmelita não é a atividade ou o estabelecimento, mas as atitudes realizada... Como carmelitas damos as boas vindas às pessoas para compartilhar nossas vidas e orações. Usamos nossas dádivas, interior e pessoal, a serviço do reino. A vida carmelita é uma vida enraizada na oração, apoiada pela comunidade e vivida em espírito de compaixão e hospitalidade. Uma vez mais, aqui está o elo, a vocação do leigo carmelita e os três elementos: chamado vocacional, a comunidade ao ministério.
Conclusão
            Desta maneira a vida carmelita “nas pegadas de Jesus Cristo” tem nos inspirado e sustentado através do séculos e no meio de muitas mudanças profundas na história, este carisma tem servido como ponto de referência para manter viva as características dos valores carmelitas que tem inspirado muitos carmelitas e outros que seguem ou acompanham a Ordem e que são baseados no modelo de Maria e Elias.
             Mesmo nos dias de hoje em uma época de evolução e transformação cultural, a regra original do Carmelo propõe os mesmos valores, e para as carmelitas em formação, elas são encorajadas  a vive-las, preserva-las, aprofunda-las e desenvolve-las em harmonia com o corpo de Cristo que está sempre crescendo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A vocação do Carmelita

Frei Tito Brandsma, Carmelita Mártir da 2ª Guerra Mundial.
           
          A Ordem do Carmo (segundo a Institutio Primorum Monachorum) "tem uma dupla finalidade. A primeira se alcança pelo esforço e contínuos exercícios, com a ajuda da graça de Deus. Consiste em oferecer a Deus um coração santo e purificado de toda mancha do pecado. A segunda é concedida à pessoa como dom gratuito de Deus. Consiste em experimentar a ação da presença de Deus em toda a sua grandeza e beleza".
            Incluída na vocação à Ordem do Carmo está a vocação à vida mística como um dom de Deus. Esse dom Deus oferece às pessoas, se tiverem o coração aberto para Ele se forem receptivas diante da sua extraordinária ação gratuita. Trata-se de uma vocação e eleição muito acentuadas por João de São Sansão. O que deve, em primeiro lugar, preocupar a todos os que foram chamados para a Ordem é não pôr obstáculos a essa ação gratuita de Deus em nós. Para o Carmelita é necessário trabalhar, estudar, anunciar a Palavra de Deus e fazer pastoral, mas essas atividades todas não podem nunca pôr em risco a relação de intimidade com Deus. Esta é a sua primeira e mais alta vocação, que por nenhuma outra poderá ser desfeita. Primeiro deve-se colocar esta base e sobre ela construir. Daí decorre a exigência do Senhor de que, desde a sua entrada para a Ordem, os noviços se dediquem à vida espiritual íntima e profunda, abrindo-se inteiramente à ação de Deus, e não sejam admitidos a outras atividades sem terem antes lançado esta base, que lhes possibilite enfrentar as distrações, que surjam das atividades.

Fazer com grandeza as coisas pequenas de cada dia
            Não fomos chamados a fazer coisas grandiosas e elogiáveis: seria contra a simplicidade, que nos caracteriza. A nossa missão é fazer com grandeza as coisas de cada dia, isto é, com intenção pura e envolvimento de toda a nossa personalidade. Não temos o desejo de ficar nas primeiras fileiras e receber aplausos pelos nossos serviços. Só queremos distinguir-nos pela simplicidade nossa e pela sinceridade. Certa vez disse o Cardeal Gasquet, a respeito dos Carmelitas, que eles se distinguem pela sua maneira de apresentar-se natural e sincera, sem artificialismos. Vejo isto como a coisa mais bonita que se possa afirmar sobre o nosso modo espiritual de ser e sobre o nosso apostolado junto ao povo.

"Introduzi-vos eu na terra do Carmelo" (Jr 2,7).
            Como irmão de Nossa Senhora do Monte Carmelo, gostaria de introduzir na terra do Carmelo todo aquele que ama Nossa Senhora e A venera, para ser acompanhado por Ela, o Esplendor do Carmelo, e chegar a uma união íntima com Deus, que é o objetivo da vida contemplativa do Carmelo. "Introduzi-vos eu na terra do Carmelo, para comerdes dos seus frutos e das suas coisas melhores" (Jr 2,7).
            Há quase mil anos atrás os Cruzados partiram para a Terra Santa a fim de reconquistá-la para Jesus, restaurar o seu culto e recuperar para a Igreja os Santos Lugares. Nós também somos Cruzados. Nós também queremos recuperar a Terra Santa, que uma vez pertenceu a Jesus, não aquela terra distante, mas a terra santa da nossa alma, o jardim do nosso coração, que uma vez foi consagrado a Jesus e a Ele pertence, mas por descuido nosso é invadido pelos vários inimigos da Cruz de Cristo. Permita Deus que nos anime o mesmo entusiasmo que outrora fez os Cruzados abandonar as suas casas e as suas cortes, para se colocarem inteiramente a serviço do seu ideal. Deus chama! "Deus o quer!"
            Jacques de Vitry conta-nos na sua história dos Cruzados, de quem foi contemporâneo, que alguns deles se retiraram para o Carmelo e ali começaram a viver nas grutas e, como abelhas zelosas, fabricavam o mel da meditação sobre os mistérios da nossa salvação acontecidos na Terra Santa. Em torno do santuário de Maria uniam-se em contemplação silenciosa das sublimes verdades reveladas. Seguindo o exemplo deles, vamos nós também entrar na solidão do Carmelo para em nossa vida meditar sobre os mistérios da fé. Em redor do santuário de Maria ajoelhemo-nos e recolhamo-nos para fabricarmos, por nossa vez, o puro mel da meditação dos mistérios da fé.